sexta-feira, 29 de abril de 2011

OK COMPUTER


Quando leres um livro...e sentires que dele vem tua vida...dá-me um pouco, pois que dela ando em falta...meio afoita...meio sem jeito...meio sem gestos...fraca que sou...

Lindo!

video

Ambição



Isso de querer...exatamente o que é impossível...é a mola...a mola do mundo...
Imagem: Marina Bychkova

Meu lugar


Em Brasília o céu é do tamanho do mar...

Imagem: Pity Ribeiro

Você


Achei aqui: http://nomeiodemim.blogspot.com

Monocromática



Achei aqui: http://nomeiodemim.blogspot.com/

Tua casa



Hoje...já no final da tarde...como se fosse uma carta escrita em papel envelhecido...ela recebeu o tal e-mail...com a confirmação de suas dúvidas...e com o tom menos pesaroso do que esperaria. Em seguida em ato automático optou por desligar a máquina. De cabeça aquecida...coração em brasa...pulso em frequência aumentada...fechou a porta...apoiou-se na cama e buscou no guarda roupas o santinho que a mãe havia dado. Diz-se que é o santo das causas impossíveis. Atrás há uma oração e após lê-la deve-se fazer o tal pedido...aquele que não sai da sua cabeça...e assim o fez...por acreditar que das coisas envelhecidas e meio tortas pode surgir vida...aquela vida de outrora que se encaixa em imperfeições...mas que faz dela...a mesma de antes.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Jenene Chesbrough

Vi hoje

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Da criação das loiras


Caminhando por entre empresários, professores, advogados, carpinteiros e mais uma porção de mentes plugadas no sistema, Neo distrai-se da lição de Morpheus sobre a Matrix: seu olhar abobado havia seguido o sorriso ou as curvas de uma loira que lhe viera, fatal, em direção. A reprimenda do mestre: “Estava olhando para mim, Neo? Ou para a mulher de vermelho? Olhe de novo!” Vira-se nosso herói e, em vez da loira, vê sim é a ponta do cano do trabuco implacável do agente Smith.

Era só uma simulação. Mas a mensagem é clara e apela a dois valores falazes que circulam nas veias da audiência do Ocidente: 1) Quem vai atrás de mulher quebra a cara. E 2) entre as mulheres, as mais atraentes são as loiras, satanizadas como ora fatais, ora burras. Antecipemo-nos aqui à pergunta do bom investigador, que desejará saber quem inventou essa história toda, e adiantemos nossa hipótese.

No filme (Matrix, 1999), quem inventa a loira é o programador Mouse. É pouco. Em busca da verdade, cinéfilos dirão que o verdadeiro inventor das loiras fatais foi Alfred Hitchcock. E que quem deu a elas sorriso eterno, lânguido mas intelectualmente nulo, foi a Marilyn Monroe de Os Homens Preferem as Loiras (1953).

Ainda não é suficiente. Mais definitivo e original será defender que o responsável pela primazia das loiras foi o poeta e filósofo italiano Francesco Petrarca. Sua musa, Laura, foi a primeira personagem memorável loira, no século XIV. Virou um modelo. O historiador Luigi Surdich nos diz: “Laura é uma criatura que não possui uma identidade física determinada com precisão, porque sua fisionomia é descolorida nos traços genéricos dos ‘belos olhos suaves’, do ‘doce riso’ e sobretudo dos ‘cabelos de ouro’”. Fica óbvio: os séculos, por homologia, derivariam da falta de identidade física outros injustos vazios, ora moral (loira fatal), ora intelectual (loira burra).

Petrarca, além de plantar a semente da supremacia das loiras, propagandeou essa história de que sucesso e prazer não convivem. Em sua “Carta à posteridade”, ele diz o seguinte: “muito embora o fervor da idade (…) me impingisse ao prazer, meu pensamento teve sempre nojo de torpezas deste tipo”. Afirma que abandonou o sexo aos 40 anos: “embora me sentisse ainda vigoroso e robusto, de tal modo me saiu da alma todo apetite obsceno que perdi até a memória do que fosse isso, como se jamais tivesse visto mulher”. E prossegue contando ao futuro que, livre da luxúria, tornou-se o intelectual mais importante da Europa em seu tempo.

Alto lá, amantes dos prazeres da carne: há esperança. A imagem que o poeta deixa de si mesmo é tão edificante quanto inverídica. As cartas de Petrarca foram minuciosamente editadas por ele mesmo e contêm “calculadas omissões”, diz Surdich. E o professor Luca Carlo Rossi, baseado em fontes confiáveis, dirá a seus alunos que o intelectual seguiu expandindo a prole bastarda depois dos quarenta.

Mas tudo isso talvez ainda não seja o bastante, e alguém aparecerá para negar que foi o poeta italiano o inventor das loiras. Em todo caso, Petrarca, se fosse Neo, não teria deixado a ninfa de vermelho escapar.

Texto: Ricardo Sangiovanni
Imagem: Marina Bychkova

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Para bom entendedor meia palavra basta ou o detetive


Muitas vezes eu tentei acreditar que era pura invenção...
Aquilo que pensei ou vi ou senti...
Retifiquei todas as falas...
Contei minutos e segundos...
Ostentei pequenas jóias sem valor...
Sem justificativas plausíveis perdi minha razão...
Gostaria de ter o dom da desventura, pois que há
Urgência em me fazer entender.
E entender muitas vezes não é fácil...
Dentre tantas outras coisas que seriam necessárias...
Então me conformo e me enquadro nos padrões...
Sem razão...eu desisto de tentar...
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: http://girlhookedonbooks.blogspot.com

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Temática


Essa temática tá fora de moda , mas tá dentro de mim...
Imagem: Marina Bychkova

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O dia passou...a noite passou...o dia chegou...as horas passaram e de novo...você aqui comigo...
Imagem: Matt Pasquarello

Ouvindo essa


Eu sei como pisar
No coração de uma mulher
Já fui mulher eu sei
Já fui mulher eu sei
Para pisar no coração de uma mulher
Basta calçar um coturno
Com os pés de anjo noturno
Para pisar no coração de uma mulher
Sapatilhas de arame
O balé belo infame
Eu sei como pisar
No coração de uma mulher
Já fui mulher eu sei
Já fui mulher eu sei
Para pisar no coração de uma mulher
Alpercatas de aço
O amoroso cangaço
Para pisar no coração de uma mulher
Pés descalços sem pele
Um passo que a revele

Letra: Chico César
Imagem: Marina Bychkova

Mundo Pequeno


Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas...
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
gramática.
Texto: Manoel de Barros
Imagem: Getty images

Erros


Erra-se muito em busca de um amor feliz. E fica ainda mais difícil quando no meio do caminho nos perdemos do amor por nós mesmos...

Texto: Cristiana Guerra
Imagem: Adolie Day

domingo, 24 de abril de 2011

Quando o importante está mais perto


No romance "a fera na selva", de Henry James, John não se dá conta de que o objeto de Sua espera infinita esteve a vida toda diante dele próprio. a espera é um tempo Narcísico e inflado; ocupa tanto todos os espaços do esperador, que o impede de ver Além da espera. o esperador compraz-se tanto em ser sujeito e vítima da espera, que a Realização de seu conteúdo pode, para ele, não passar de frustração
O texto achei aqui: http://nadaestaacontecendo.blogspot.com
Imagem: Lisa Evans

Coisa fofoletis

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Vídeo do Thiago Pethit

Não sei...só sei que é assim:


Tirei daqui: http://multishow.globo.com

Saca só essa



Achei aqui: http://multishow.globo.com

Ilusão de óptica


Você acha aqui: Opticall Illusions

Love is like a bomb


Achei aqui: http://favoritos.wordpress.com

Tudo é efêmero


Quem acompanha já sabe...tirinha de Liniers

Tem certeza?


Sabe o que eu queria?
Ter respostas para todas as perguntas que tenho agora.
Tá tudo embassado...
Tava chovendo?
Era domingo?
O parque tava cheio?
O vestido era amarelo?
Qual era a placa do taxi?
Você lembra de mim?
Eu não queria ir...
Queria era que me pedisse pra ficar...
Não entendi nada.
E no dia anterior?
Já tinha tudo planejado?
Eu falei mesmo dos prédios?
Seu carro errou o caminho?
Os meninos te ligaram?
Eu voltei pra casa?
Até hoje sem respostas para perguntas tão óbvias, fáceis, difíceis, sem nexo...
Tão sem nexo quanto aquilo que escrevo...

Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Graciela Rodo

Tô fora da gaiola


Sabe que às vezes eu me acho passarinho?
Mas não desses na gaiola...falo daqueles bem "livrinhos"...
Que voam por aí quando o dia amanhece...e que à noite se abrigam em local quentinho tipo "ninho"...

Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Getty images

sábado, 23 de abril de 2011

Das usuais inutilidades


Tenho passado os dias a cultivar tarefas antes imperceptíveis. Entro no quarto...desvio dos cantos...me ocupo a olhar detalhes minúsculos das paredes e armários. Na estante lateral ao guarda roupas MDF...organizei os últimos livros que li juntamente com os que não li, mas que penso serem os próximos. Na mesa do computador ainda estão os velhos cds...alguns dvds com filmes cabeça que no momento apresentam-se como marcas do que posso, mas não quero ver...a eles se juntam minha taça de vinho branco chardonnay...o meu olhar continua intacto...não foi atingido pela cegueira branca...e aos trancos e barrancos fico procurando as figuras e a linguagem de expressão pra você...já que não quer ver, ouvir ou falar...que ao menos osmoticamente...tu me escutes...frase solta...frase feita: chama meu nome...que eu faço festa...
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Benjamim Lacombe

Esperar demais


A primeira vez que te vi, a primeira conversa que tivemos, nossa primeira noite e nosso primeiro beijo. Nunca vou esquecer aquela sensação de querer contar pra todo mundo, gritando e dançando que eu finalmente tinha te beijado. Nunca vou esquecer como podíamos ficar horas conversando num bar, no telefone, no Skype ou na cama sobre qualquer coisa ou simplesmente nem tendo muito o que dizer. Bastava saber que estávamos ali, um do lado do outro. Conversávamos, chorávamos, ríamos e andávamos sem destino naquela cidade que não era nossa. Não precisávamos de muita coisa. Era a vida. Você era vida. Nunca vou esquecer.

E nunca vou esquecer de como eu errei. Errei em planejar o momento de dizer “Eu te amo”. Errei em não dizer isso na hora em que sentia que te amava e preferir esperar um outro momento, por medo ou sei lá o quê. Foi num quarto de hotel barato em Montevidéu, quando resolvi fazer um Censo de todas suas pintas e descobrir a exata quantidade de manchinhas que você tinha no seu corpo que percebi que te amava. Foi aí que errei em não te dizer nesse exato momento “Eu amo você, corazón”.

Planejei a última viagem para te ver e planejei que diria “Eu te amo”. Só não sabia exatamente quando. Talvez quando dormíssemos juntos de “cucharita” ou olhando nos seus olhos quando chegasse na sua casa. Não sei. Mas o plano não deu certo. Uma semana antes você ligou dizendo que expectativas e pressões estavam atrapalhando tudo, que devíamos terminar ali mesmo e eu sem saber o que fazer disse que te amava. Meu “Eu te amo” poderia ter sido feliz, apaixonado e esperançoso, mas acabou saindo desesperado. Eu sei que errei.

Texto: Túlio Pires Bragança
Imagem: Elena Bychkova

Dreams


Ultimamente tenho lembrado dos meus sonhos...coisa não habitual para mim...no último...mistura de tantas coisas...minha mãe morava perto...batia em minha porta na madrugada...e gritava que meu pai não estava bem. Na minha cabeça e no meu coração veio aquele medo cáustico da perda...de não tê-lo mais comigo...acordava assustada...ia ao seu encontro...no apartamento que um dia foi meu...e ele muito mais jovem...me aparecia com um jaleco branco...enquanto explicava ao encanador qual o problema hidráulico a resolver...daí não sei mais nada...só sei que ao acordar de verdade ficou a sensação da saudade que todo dia aperta um pouquinho mais...

Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Getty images

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Eterna companhia



Tirinha: Liniers

Asiáticas


Eu te amo e sei que te amo. Se vejo o mundo cheio de imperfeições, é no teu ombro que eu me consolo. Se vejo a multidão a julgar o frágil oprimido...é nos teus braços que eu me fortaleço...sei que sou brisa...sei que sou terno mal passado...sou comida por fazer...não àquela ainda incompleta...sei que sou figura de linguagem...sei que sou metáfora...sei que nunca busco abrandar...posto que sou intragável veracidade...sou uma alma...sou um corpo...ele pulsa...e ama...sei que o amor é bom...sei que ele vai chegar...pra mim...em qualquer lugar...a qualquer momento...quando eu menos esperar...mas a bem da verdade...eu queria que fosse você...

Texto da garota do girassol
Imagem: Wang ZhiJie

No han cambiado mucho las cosas



Tirinha: Liniers

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ouvindo agora


Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Ta tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Letra: Renato Russo
Imagem: Holly Clifton-Brown

Sometimes


Houve um dia em que resolvi que pararia de escrever por algum tempo...mas eis que me peguei com uma vontade imensa de escrever coisas já que para mim escrever virou uma confusa emoção. Virou hábito e deleite. Então resolvi escrever em off e depois decidir...se postaria ou não minhas singelas bobagens. Então...voltemos aquele dia. Me preparei para ele...imprimi antigos e-mails...apaguei-os da caixa postal...imprimi a única foto...coloquei o cd na caixinha...juntei os livros dos quais não queria me desfazer( que sensação doída...corrosiva...), mas vê-los traria a lembrança que eu queria apagar. Coloquei-os na pasta azul do ursinho Puff...a mesma que me serviu em duas ocasiões para guardar as lembranças das coisas preciosas...de modo que a despedida simbolizasse o que eu não queria que fosse, mas que o era independente dos meus desejos...entreguei a ele na mesa do café, mas não ousei falar...na verdade...não consegui dizer nada...não me sentia pronta para aquilo...queria só dividir a dor...e chorar no seu ombro...e pensar que nunca mais. Queria a ajuda para jogar tudo fora e ao mesmo tempo dizer que era duro para mim e que seria mais ameno se compartilhasse. Quando ele falou: vou abrir a porta...eu aceitei...tentei não olhar para o seu caminho...mas não resisti...e o olhei...pela última vez....a vontade...foi abrir a porta e dar o último abraço...mas não o fiz...e hoje lamento muito...
Texto: Wandréa Marcinoni
Foto: Marina Lara

domingo, 17 de abril de 2011

Então tá então


Hoje Pedroca me disse...que Beethoven era meio ranzinza...mas que é um dos maiores compositores do mundo...e eu de queixo caído disse: "então tá..."


Imagem: Achei aqui: http://www.art.com/products/p11727560-sa-i1353105/ludwig-van-beethoven-1770-1827-german-composer.htm

Arte por toda parte...


Devo admitir que não tenho o dom para ser uma perfeita dona de casa...e que apesar de adorar coisinhas fru-frus também não possuo talento artístico-artesanal ( não sei porque não puxei à minha mãe e irmã)...é...devo me conformar...a verdade é que não sei fazer linha reta...não sei escrever em caderno sem pauta...não sei desenhar...meu lado esquerdo funciona mal e pessimamente...o que me impede portanto de dar dois passinhos pra cá e dois pra lá como manda a música...mas enfim...uma coisa não se pode dizer...que eu não tento...ainda mais pelo meu anjinho...então aí vai pra você Bielzinho...uma arte da mamãe...

Lindo

video

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Hoje ouço no meu carro

Ouvindo esta


When your day is long
And the night the night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Hang on

Don't let yourself go
'Cause everybody cries
And everybody hurts, sometimes

Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
When your day is night alone (Hold on, hold on)
If you feel like letting go (Hold on)
If you think you've had too much of this life
To hang on

'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand, oh no
Don't throw your hand
If you feel like you're alone
No, no, no, you're not alone

If you're on your own in this life
The days and nights are long
When you think you've had too much of this life
To hang on

Well, everybody hurts
Sometimes, everybody cries
And everybody hurts, sometimes
But everybody hurts, sometimes
So hold on
Letra: Bill Berry / Peter Buck / Mike Mills / Michael Stipe
Imagem: Timothy Archibald

Leitura fastplay

terça-feira, 12 de abril de 2011

Como pistache


Hoje tudo me pareceu estranho...mil imagens bagunçadas...do começo, meio e fim, mas não necessariamente nessa ordem...como se eu houvesse pego todas as lembranças...e as houvesse posto em um pequeno saco de seda vermelha( que é pra ficar mais bonito ou talvez mais poético) e começado a balançar... Tudo se misturou...pensamentos com sentimentos com aflição e minha vaga esperança...tornando tudo mais confuso. Ás vezes tenho interrogações...me pergunto o que foi verdade ou mentira...penso em culpa...se houve mesmo perjorativamente minha total responsabilidade. Pergunto o que é erro...já que havia tanta vontade de acertar...mas a cada dia me certifico que há o irremediável...e dou aquele lento e pequeno mas firme passo em rumo ao desapego...

Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Nicoletta Ceccoli

Jardim de infância


...TUDO O QUE HOJE PRECISO REALMENTE SABER, APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA

...Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se
encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.

Estas são as coisas que aprendi lá:
1. Compartilhe tudo.
2. Jogue dentro das regras.
3. Não bata nos outros.
4. Coloque as coisas de volta onde pegou.
5. Arrume sua bagunça.
6. Não pegue as coisas dos outros.
7. Peça desculpas quando machucar alguém.
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de se deitar.
9. Dê descarga. (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.
11. Respeite o outro.
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco...desenhe... pinte. cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias.
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros.
15. Dê a mão e fique junto.
16. Repare nas maravilhas da vida.
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também .

...Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao
seu governo, ao seu mundo e ai verá como ele é verdadeiro claro e firme.

...Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde
e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. ...

Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao
sair.
...Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos.


"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver"

Texto: Pedro Bial
Imagem: Adolie Day

So beautiful



“Essa é sua vida. Faça o que ama e faça isso frequentemente. Se você não gosta de algo, mude. Se você não gosta do seu emprego, saia. Se você não tem tempo suficiente, pare de assistir TV. Se você está procurando pelo amor da sua vida, pare; ele estará esperando por você quando começar a fazer as coisas que ama. Pare de analisar demais, todas as emoções tem sua beleza. A vida é simples. Quando você estiver comendo, aproveite até a última garfada. Abra sua mente, braços e coração para coisas e pessoas novas. Nós nos unimos em nossas diferenças. Pergunte à próxima pessoa que encontrar qual sua paixão e compartihe seu sonho com ela. Viaje com frequência; perder-se ajudará a encontrar-se. Algumas oportunidades só aparecem uma vez, aproveite-as. A vida é feita de encontros entre pessoas e criações em conjunto. Então saia e comece a criar. A vida é curta. Viva seu sonho e vista sua paixão.”

Achei aqui: http://heygii.wordpress.com

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Paixão ou não?

Gtalk


Ela diz: o tempo é mercúrio cromo...e tempo é tudo o que somos...
E eu digo: o tempo abranda muita coisa, mas não apaga tudo...
Texto: Mais que pessoal
Imagem: Nicoletta Ceccoli

A grande família ou nós que aqui estamos por vós esperamos


Hoje ela foi à casa da futura enteada na tentativa de estreitar algum vínculo...ou mesmo saber em que terreno estava pisando...entrou um pouco desajeitada...julgando-se pelo inusitado da situação. Ela planejava assim: ser ela mesma...coisa difícil...para um primeiro encontro...mas estava determinada. Gostava dele...faria tudo e algo mais pela convivência feliz...tudo para estar ao seu lado...até mesmo tremer nas bases diante de um julgamento tão importante para o futuro dos dois...Pensou em dizer assim: "eu amo seu pai...e ele te ama...e portanto...tudo que é importante para ele o é também para mim...quero que estejam felizes e quero respeitar seus espaços...e só farei o que me permitir. Sou amável...de poucas palavras, mas de alegria se me conheces de verdade. Já pensei em viagens...em compartilhar momentos felizes...em cuidar dos cachorros...em presentes...e até mesmo...planejei trocar o carro...para que caiba nossa nova grande família"...pensei tudo isso...mas não disse...não deu tempo...
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Nicoletta Ceccoli

domingo, 10 de abril de 2011

Ouvindo esta:


Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam

Composição : Pitty

sábado, 9 de abril de 2011

Ladeira


"A verdade tá na cara
Não precisa confirmar
Tá no vento e na pancada do mar
Quando bate um coração

Que cansou de fazer festa
Que já sabe o que lhe resta:
É tristeza e solidão

Vou correndo atrás da vida
Vou levando na bagagem um gosto de coisa do passado
A mesma voz, o mesmo ditado
Que vem me acompanhando
Nos caminhos da lembrança
Quem dança no dia-a-dia se enche de esperança"

Orquestra Contemporânea de Olinda

A imagem achei aqui: http://weheartit.com

Idéias por aí



Imagem: Mensagem em placa de supermercado de Palmas...por Mariana Melo