quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sometimes


Houve um dia em que resolvi que pararia de escrever por algum tempo...mas eis que me peguei com uma vontade imensa de escrever coisas já que para mim escrever virou uma confusa emoção. Virou hábito e deleite. Então resolvi escrever em off e depois decidir...se postaria ou não minhas singelas bobagens. Então...voltemos aquele dia. Me preparei para ele...imprimi antigos e-mails...apaguei-os da caixa postal...imprimi a única foto...coloquei o cd na caixinha...juntei os livros dos quais não queria me desfazer( que sensação doída...corrosiva...), mas vê-los traria a lembrança que eu queria apagar. Coloquei-os na pasta azul do ursinho Puff...a mesma que me serviu em duas ocasiões para guardar as lembranças das coisas preciosas...de modo que a despedida simbolizasse o que eu não queria que fosse, mas que o era independente dos meus desejos...entreguei a ele na mesa do café, mas não ousei falar...na verdade...não consegui dizer nada...não me sentia pronta para aquilo...queria só dividir a dor...e chorar no seu ombro...e pensar que nunca mais. Queria a ajuda para jogar tudo fora e ao mesmo tempo dizer que era duro para mim e que seria mais ameno se compartilhasse. Quando ele falou: vou abrir a porta...eu aceitei...tentei não olhar para o seu caminho...mas não resisti...e o olhei...pela última vez....a vontade...foi abrir a porta e dar o último abraço...mas não o fiz...e hoje lamento muito...
Texto: Wandréa Marcinoni
Foto: Marina Lara

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