quinta-feira, 30 de junho de 2011

Tempo que passou



‎"nas torturas toda carne se trai"
Trecho da música vila do sossego(Zé Ramalho)
Imagem: ‎Shiori Matsumoto

Meu novo lar


Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.”
Texto: Cora Coralina

Raso/profundo


Ela me disse hoje: Se nada dá certo, o caminho é reiniciar.
Falava da minha impressora que estava offline: "reinicia o computador que pode funcionar"...e após o sucesso na tarefa...me falou a frase acima...mas bem que podia se tratar de algo mais profundo, não?
Imagem: Masha Sardari

O mar


Gosto e preciso de ti,
Mas quero logo explicar,
Não gosto porque preciso.
Preciso sim, por gostar.
Texto: Mário Lago
Imagem: Arquivo pessoal

Inspiração



‎"Não, não tenho caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar."
Texto: Thiago de Mello
Imagem: Shiori Matsumoto

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Meu coração

video

Expressões


Se hoje eu pudesse me mostrar em uma definição...eu seria meu coração.
Meu coração que é vermelho...amarelo...quer dizer: que é colorido...que tem uma costura feita com pontos apertados...que tem um sorriso disfarçado...que não obedece ao ritmo da sístole e diástole...que se enche e esvazia...que se doa e se transforma...que se descobre e se esconde e que tem um não sei quê...que se eu não sei...eu não posso definir...mas o que eu acho é que é o tamanho...tamanho pequeno como criança...tamanho grande como é a vida.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Valeria Docampo

Der Ring des Nibelungen


Alberico era um anão, feio e desprezado. Um dia ele descobre a lenda do Ouro do Reno na qual aquele que conseguisse obter o ouro, seria capaz de conquistar o mundo.
Porém, a única forma de ter o ouro do Reno, seria renunciando ao amor.
Assim ele o fez: se apoderou do ouro e o transformou em um anel.
Ouvi um pouco disso hoje...vasculhei um pouco na internet...e descobri outras coisas relacionadas...e assim foi...e assim é...porque cada dia que passa pra mim...não é só mais um dia...na verdade é um dia e tanto.
Imagem: Masha Sardari

Uma história incomum







Eduardo era um garoto que possuía tesouras no lugar das mãos. Próximo ao natal...seu pai pretendia lhe presentear substituindo as garras pontiagudas por mãos de verdade...mas eis que por designação do destino...seu pai vem a falecer...o que faz com que ele se torne um garoto só... dentro da mansão antiga onde viviam. Um belo dia, uma vendedora de cosméticos bate à sua porta e ao vê-lo tão sozinho...o leva para viver em sua casa. Lá ele parece um peixe fora d'água e passa a conviver com a curiosidade da vizinhança...se tornando alvo fácil para os interesseiros de plantão. Fala de ingenuidade...de diferença...solidão...aceitação...interesses...é atual...e fantasioso...achei essas imagens de uma exposição em comemoração aos 20 anos da sua estréia.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Francesinha


De tudo que ficou...lembro de uns livros na estante, uns clips na gaveta...um balde de gelo transparente com propaganda de licor.
De tudo que ficou há alguns armários quebrados, caixas por baixo das roupas, um box com linhas e poucas agulhas.
Há também a geladeira e o fogão, este recém comprado...o sofá já desgastado e a estante com construção irregular.
As paredes ficaram vazias...o som nunca mais tocou...os telefones pifaram...por ausência dos fios.
Troquei o computador e a roupa de cama.
Os imãs colecionáveis foram postos em uma caixa de papel colorido devidamente armazenada no fundo do guarda-roupas.
As fotos que ficaram na sala foram trocadas.
Os álbuns continuaram ali.
Minha alma saiu pra passear.
Os meus pés de tão cansados ficaram repousando no ar.
Os minutos foram longos como os anos.
O tempo passou como passam as horas em um relógio parado.
Da minha boca as palavras não saíram...se mantiveram mudas como estavam antes de tudo.
Não foram fatos, ocorrências ou coisas palpáveis...foram o nada no meio do nada.
Foram sem sentido ou significado.
Foram dor, angústia, desespero e apatia.
Foram esperança.
Esta última entreguei a um pirata...que de passagem a levou em sua embarcação.
O destino do corsário não se misturou ao meu...apenas se desfez...
Ele chegou à conclusão que na vida é melhor seguir sozinho...
Ela em meio aos estilhaços, balas perdidas, rodopios e ladainhas tornou-se imagem...estátua...reflexo...e por fim raio de luz.
Texto: Wandréa Marcinoni baseado nas memórias da carochinha
Imagem:Shunya Yamashita

domingo, 26 de junho de 2011

O amor é outra coisa


O amor não faz você ouvir sinos badalando. O nome disto é hora da Missa. O amor é outra coisa.
Imagem: Valeria Docampo

O amor é outra coisa


O amor não te deixa sem fôlego, com o peito pesado e achando que tem um gatinho miando pra vc. O nome disso é bronquite. Amor é outra coisa
Imagem: Valéria Docampo

O amor é outra coisa


O amor nao te faz sentir borboletas no estômago, o nome disso é fome. O amor é outra coisa.
Imagem: Valeria Docampo

Diário


Acho que um dos momentos mais difíceis na minha profissão é quando perco um dos meus anjinhos apesar de todos os esforços empregados...pois não é só o pequeno que se vai...é toda uma família com seus desejos, amores e sentimentos. Hoje confesso que chorei junto...é que às vezes não dá pra segurar...
O momento do primeiro abraço e também do último...
Que meu anjinho de hoje...viva em nós todos os dias...pra mostrar que o que vale sempre é o amor...
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Valeria Docampo

O deus grego e sua fama de bom moço


Ela havia plugado há pouco tempo, era noite e houve o que vamos chamar de intervalo entre o antes e o depois.. Ele não era do tipo afetado e tinha o tempo certo para as palavras. Falou-se do bom e do ruim...do fim do amor...da filosofia e da ausência dela...do amor e do não amor.Tinha ares de professor e a bem da verdade de alguma forma ele o era. Se a menina mimada fosse listar qualidades e defeitos teria dificuldade tamanha para elencar os maus hábitos que antes de começar desistiria. Ela nem queria...não o desclassificaria sob hipótese alguma.
Contemos então que o tempo que se passou entre o segundo que o viu e o segundo que o amou foi um curto intervalo. Ao contarmos no tempo real já se passaram 1 ano, 9 meses e 6 dias.
Ela continua na dele e ele continua parte principal da epopéia grega.
Porém, convencida da sua evidente falta de chances ela sentou à mesa e desistiu de pensar.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Valéria Docampo

terça-feira, 21 de junho de 2011

Fire


Na minha mente há fogos de artifício.
Cores e brilhos.
Há explosão no céu.
No meu coração há um recato incompatível.
Há água "empoçada".
Há disfarce.
Há sombra e euforia.
Apaguei as luzes do meu quarto...liguei o computador...abri o compartimento do CPU...coloquei o CD...o tom foi mais alto...alto como sinto revelar minha pulsação...
Não sou de vidro, mas sou tão frágil.
Não sou de aço, mas sou tão forte.
Nunca mais olhei...é pra evitar sentir.
Mas meus olhos são a porta da minha alma...
Esconder no fácil/difícil...
Entender no fácil/difícil...
Eu sou tão antagônica como qualquer um.
Um dia me falaram de mostrar o que há de bom...e deixar os excessos para oportunidade tardia...
Um dia me falaram de proteção e ombro pra consolar...
Houve um tempo que via filmes românticos e rezava por um final feliz...
Como queria que fosse minha vida...curvas, caminho, trilhas sinuosas que terminavam em oásis...
Dos últimos que vi...intensos em tudo, mas com final de vida real...
Se eu pudesse...na sinceridade, mudaria pra amor e amor...
Mas como não sou fada nem anjo...me conformo e crio fantasias pra vida ser mais fácil.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal

Carpe Diem


Se em algum momento...mesmo que por um pequeno instante...quem sabe até por uma fração de segundo...eu passar pelos seus pensamentos...que seja breve...que seja mínimo...que seja fraco e quase apagado pensar...que seja uma lembrança fugaz...que seja quase brisa...que seja quase o nada com tudo dentro...que seja eu na minha verdade...que não seja a mentira tingida com os erros...que não seja aquela que não sou...que seja um brilho...não como o sol...mas como o amarelo dos girassóis...que seja terno como foi...que seja alegre como foi...que não haja chuva como houve...que eu não ande e me molhe...que eu não chore...que eu não tente...que eu seja como no início em fogo...que eu seja como no início viva...que eu seja como luz na noite apagada...que eu seja eu...ainda que sem você eu não o seja.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: arquivo pessoal

Leva-me para onde caminhes


Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.

Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.

Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.

Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.

Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

...Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.
Texto: Pablo Neruda
Imagem: Nicholas Max

domingo, 19 de junho de 2011

Pra onde tenha sol...é pra lá que eu vou


" Uma longa viagem começa com um único passo."
Provérbio chinês
Imagem: Arquivo pessoal

Fato!


Tirinha: Liniers

Pensando...pensando





“Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parada. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim.

Não espero nenhum olhar, não espero nenhum gesto, não espero nenhuma cantiga de ninar. Por isso estou viva. Pela minha absoluta desesperança, meu coração bate ainda mais forte. Quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar. Quando se pára de pedir, a gente está pronta para começar a receber."

Texto: Caio Fernando Abreu
Imagem: Arquivo pessoal

Lição pra mais tarde

Liniers

Um dos meus poetas preferidos, definido por ele mesmo



Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.

Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?

Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.
Texto: Mario Quintana
Imagem: Jenene Chesbrough

Para duas pessoas especiais


Tirinha: Liniers

Momento lazer

sábado, 18 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Obliviate


Eu tenho facilidade para escrever.
Sim, é verdade: eu uso palavras e temas repetidos.
É fato. Eu assumo.
Sou a pessoa que mais me conheço.
Há textos que escrevo em ficção, mas na maioria das vezes "falo" do que me representa.
Sou uma pessoa que sonha...e extrapola pra criar a realidade.
Não sei manipular...e acredito muito em palavras.
Palavras podem se perder...acho que não as minhas...
Já menti...coisas bobas...mais por medo...nada planejado...na verdade não sei fazer.
Houve uma...também das bobas...que foi o começo da reação em cadeia...não sei se entendi...me pergunto se foi isso ou aquilo...eu realmente não sei...já tem um tempo...
Hoje andei na areia...catei conchinhas...senti o vento e no auto falante tocavam músicas não comuns para um dia assim...mas música é das coisas que mais amo...e acho que por isso lembrei de tudo...mesmo que há muito venha treinando o obliviate.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Masha Sardari

domingo, 12 de junho de 2011

The reason

video

Sem resposta


A pergunta é: por que ver Mister maker me traz lembranças?

Ontem


Apenas o dia anterior ao dia de hoje...
Imagem: Yulia Gorodinski

Vento ventania


Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!

Composição : Rodrigo Amarante
Imagem: Masha Sardari

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pic nic


Daquela conquista, restou em mim cicatriz.
Do que foi sem nunca ter sido.
Não acho que sonhei.
Foi vivo e real.
Mas acho que perdi.
Só que não sei aonde.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Masha Sardari

Não gosto de vampiros, mas gosto de brincar com fotos

Colagem em fatos


Os amores que passam por sua vida...e que são por si só caracterizados como amores,
deixam marcas que parecem as palavras quando você usa liquid paper: a palavra continua ali(como o sentimento) e você apenas deu uma disfarçadinha...tornado-a "imperceptível" para os leitores de olhar mais raso...mas eternamente exposta naquele borrão branco.
Meu olhar...minhas palavras...meu blog...minha vida...meus erros...minhas reticências...minha verdade...meus medos...meus traumas...minhas dúvidas...minha cara...meus cabelos...os girassóis...meu pensamento...minha fraca memória...o meu jeito de dizer te amo...o beijo na testa...minhas mãos que são trêmulas ao natural...minha filosofia ou a falta dela...minha insegurança...minha sede de vida...os meus desejos...meu gosto por viagens, coloridos e poesia...minha facilidade de emoção...minha dificuldade em aceitar a vida sem amor...meu sorriso incontido...meu humor...as sentimentalidades...o gosto por música...o não enfrentar...o não reagir...o não saber mandar...a aceitação...a brincadeira...os cafés, livros e "discos"...sou eu...mas não sou eu...só que se juntar...acho que fica bonito.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Margareth Durow

Baú


Rio de Janeiro, 27 de outubro de 1953
Clarice,
Gostei de saber que você está com a alma mais sossegada. O sentimento de grandeza que você acha que está perdendo talvez agora é que você esteja adquirindo. Sua predisposição para ficar calada não é propriamente uma novidade: a novidade é estar aceitando, inclusive, o silêncio. É bom isso, dá mais paciência, mais compreensão, dá mais sentimento às coisas — e dá grandeza.
Fernando.
Carta de Fernado Sabino à Clarice Lispector
Imagem: Mariana Kalacheva

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Turbulência 66


No momento em que me encontro...ás vezes parece não haver o antes.
O presente agora parece passado e futuro.
Parece prisão.
Parece não andar nem desandar.
Congelada em um instante.
Presa em uma teia.
Imóvel.
É confusão e calmaria.
Não é eterno, mas o parece.
Não é mutável, mas o parece.
Não é tranquilo, mas o parece.
Certo é que daria o mundo pra lembrar de como era.
E daria o mundo pra pensar como seria se não o fosse.
Aí...meio que desisto e bebo uma taça de vinho.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Masha Sardari

Ouvindo essa


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Composição : Lenine e Dudu Falcão
Imagem: Masha Sardari

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Revista FACES




A revista das celebridades não instantâneas. Esse mês: Machado de Assis
Momento praia e diversão em família
Momento separação
Momento vergonha alheia por posar junto com KLB

Colagens e bobagens que eu faço quando deveria estar fazendo nada

Curiosidades legais



As matrioshkas, são bonecas tradicionais na Rússia, compostas de bonecas de encaixar, geralmente em número de 6 a 7. Vi duas explicações para a sua origem: a primeira diz que um pintor artesanal, inspirou-se em uma série de bonecos de madeira que representavam os sete deuses da fortuna para criá-las. A outra diz que um senhor esculpiu uma boneca tão bonita, que não conseguiu vendê-la. Batizou-a de Matrioshka. Todas as noites ele perguntava à boneca se ela estava feliz. Um dia, ela respondeu-lhe que queria um bebê. Ele fez uma boneca menor, serrou a Matrioshka ao meio e colocou o bebê dentro dela. No dia seguinte a boneca menor pediu um bebê e assim sucessivamente. A menor boneca, é a única que não é oca. As matrioshkas representam a maternidade e eu...queria muitas pra mim...acho que seriam boas companheiras para as minhas Kokeshis.
Texto quase que totalmente retirado da wikipédia
Imagem: imagens google

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Gabriel


Eu tenho um pequeno anjo.
Tem mãos macias.
Tem cheiro de amor.
Tem pezinhos pequenos que gosto de morder.
Tem o jeito que só eu compreendo.
Tem asas que só eu vejo.
Ele fala comigo.
Ele me ensina a andar.
Ele me levanta quando quero cair.
Ele é o sentido da força que tenho.
Ele é a razão no meio do meu dia a dia.
Ele é quem enxuga minhas lágrimas com seu jeitinho infantil.
Ele é quem me carrega nos braços.
Ele me mostra as cores.
Ele me mostra os números, pois sabe o quanto me complico ao contá-los.
Ele me mostrou as vogais para que eu escrevesse amor.
Amor que é dele e de ninguém mais.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ouvindo essa


f I kiss you where it's sore
If I kiss you where it's sore
Will you feel better, better, better?
Will you feel anything at all?
Will you feel better, better, better?
Will you feel anything at all?

Born like sisters to this world
In a town where blood ties are only blood
If you never say your name out loud to anyone
Then can never ever call you by it

If I kiss you where it's sore
If I kiss you where it's sore
Will you feel better, better, better?
Will you feel anything at all?
Will you feel better, better, better?
Will you feel anything at all?

You're getting sadder, getting sadder, getting sadder,
Getting sadder
And I don't understand, and I don't understand
But if I kiss you where it's sore
If I kiss you where it's sore
Will you feel better, better, better?
Will you feel anything at all?
Will you feel better, better, better ?
Will you feel anything at all?
Anything at all
Will you feel anything at all?
Anything at all
Will you feel anything at all?
Anything at all...

Composição : Regina Spektor