sábado, 30 de janeiro de 2010

Da vida monocromática


Anyway, I can try
Anything it's the same circle
That leads to nowhere and I'm tired now.

Anyway, I've lost my face,
My dignity, my look,
Everything is gone
And I'm tired now.

But don't be scared,
I found a good job and I go to work
Every day on my old bicycle you loved.

I am pilling up some unread books under my bed
And I really think I'll never read again.

No concentration,
Just a white disorder
Everywhere around me,
You know I'm so tired now.

But don't worry
I often go to dinners and parties
With some old friends who care for me,
Take me back home and stay.

Monochrome floors, monochrome walls,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.
Monochrome flat, monochrome life,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.

Sometimes I search an event
Or something to remind,
But I've really got nothing in mind.

Sometimes I open the windows
And listen people walking in the down streets.
There is a life out there.

But don't be scared,
I found a good job and I go to work
Every day on my old bicycle you loved.

Anyway, I can try
Anything it's the same circle
That leads to nowhere and I'm tired now.

Anyway, I've lost my face,
My dignity, my look,
Everything is gone
And I'm tired now.

But don't worry
I often go to dinners and parties
With some old friends who care for me,
Take me back home and stay.

Monochrome floors, monochrome walls,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.

Monochrome flat, monochrome life,
Only absence near me,
Nothing but silence around me
Yan Tiersen

Nós amamos música

Porque era de manhã


Hoje quando estava a caminho do trabalho, junto ao sinal vermelho, vi uma criança sentada no meio fio, com boné na cabeça, bermuda e camiseta...pouco aquecida para aquele horário e para aquele lugar...tinha um olhar distante...parecia sentir fome ou frio...seu olhar meio que falava ...fiquei parada por um tempo pensando qual sua história e o porquê de estar ali( pois na vida sempre procuramos os porquês)...Por que estaria na rua, bem no horário em que os anjos costumam dormir...e as suas asas estariam escondidas por baixo da roupa?...olhei por mais um momento e o sinal abriu...segui meu caminho...não como num dia qualquer...o anjo parece que veio comigo...
Wandréa Marcinoni

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Do luxo


Coisas que acho um luxo:

Ser gentil;
Andar descalço;
Amar ao próximo;
Brincar no chão;
Bom humor;
Respeito;
Dedicação;
Coração puro;
Boas idéias;
Inteligência;
Sinceridade;
Ingenuidade;
Comer com as mãos;
Dormir sem preocupação;
Fazer o bem sem olhar a quem;
Desapego;
Moralidade;
Simplicidade;
Sorriso aberto;
Falar besteira;
Falar a sério;
Ser verdadeiro;
E para o resto digo assim: Você tem carro? eu tenho caráter, serve?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Imagens


Ela não sabia nadar, mas pra ser mãe não precisa...só precisa um coração...e um sentimento inexplicável...bendito é o fruto do vosso ventre, amém.

Da eterna contradição


"O aparecimento de uma contradição não é necessariamente um sinal de erro de raciocínio. É um sinal de que alguma coisa, na realidade, não é redutível à lógica clássica."
(Jack Biblot)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Da amizade


Ah, pobre amigo, nunca saibas tu
Amar é mudar a alma de casa
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros...
Mário Quintana

OBS: Como água para chocolate e parafraseando a música: Amigas para sempre é o que nós iremos ser...na primavera ou em qualquer das estações...te amo, Rafa...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Só eu sei


Parei em frente à porta...por um minuto que parecia uma eternidade...ousei dizer uma ou duas palavras envoltas por toda uma fragilidade já peculiar...a noite me envolvia...e de certa forma me senti imóvel...como em um sonho quando tentamos agir e tudo é em vão...não dei nenhum passo, não ousei modificar o que já estava feito e que era irremediável...mas senti no meu íntimo a certeza de que foi o melhor que havia em mim...
Wandréa Marcinoni

Do tempo


Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Eclesiastes 3

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ouvindo agora: Yann Tiersen


Goodbye Lenin - summer 78

All is love

Quando entrar setembro


Quando ela sentiu a brisa que vinha da janela e que balançava de forma leve as cortinas da sala...e quando percebeu um feixe de luz invadindo a casa...se lembrou daqueles quinze dias...que foram senão os mais bem vividos, mas os mais inusitados em sua existência. Lembrou de tudo o que ele havia dito e de como tudo aquilo a marcou de forma definitiva...por se despir de matéria...por encontrar o intocável...por se manter presente em alma e porque era setembro. E foi naquele breve momento após uma tarde chuvosa que ela sentiu de novo a mesma emoção, como naquelas leves duas semanas...as mais encantadoras e cheias de vida. E ela o sentiu sorrindo outra vez e pensou que aquela brisa era o toque sutil das suas mãos e que a luz era a certeza de que nada foi em vão...
Wandréa Marcinoni

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ouvindo agora: Cosmic Dancer


I was dancing when I was twelve
I was dancing when I was
I danced myself right out the womb
Is it strange to dance so soon
I danced myself right out the womb...

Daquilo que não se encontra no Aurélio


Arrependimento é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás;
Belo é tudo que faz os olhos pensarem ser coração;
Desculpa uma palavra que pretende ser beijo;
Efêmero é quando o eterno passa logo;
Escuridão é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas;
é toda certeza que dispensa provas;
Gente é carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo;
História é quando todas as palavras do dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada;
Idade é aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira;
Janela é por onde entra tudo que é lá de fora;
Lágrima é o sumo que sai pelos olhos quando se espreme um coração;
Loucura é coisa que quem não tem só pode ser completamente louco;
Madrugada é quando vivem os sonhos;
Noiva é uma moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro;
Óbvio é algo que não precisa explicar;
Zíper é um fecho que precisa de um bom motivo para ser aberto;
Xingamento é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém...

Tantas palavras e significados que podem ser modificados de acordo com nosso estado de espírito...porém, sendo você quem é...tão único e tão igual...tão diferente...tão semelhante...que lê...que ouve...que fala...que espera...que ama...que deseja ...que anseia...que esconde e se mostra...você, igual a mim e a tantos outros...você...você é você...e tenho dito...
Adriana Falcão...modificada e complementada por mim...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ouvindo agora: My worried shoes



I took my lucky break and I broke it in two
Put on my worried shoes
My worried shoes
Took me so many miles and they never wore out
My worried shoes
My worried shoes
I made a mistake that I never forgot
Tied knots in the laces of
My worried shoes
Every step that I'd take is another mistake
I marched further and further away
In my worried shoes
My shoes took me down a crooked path
Away from all welcome mats
My worried shoes
I looked all around and saw the sun shining down
Took off my worried shoes
My worried shoes

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Haiti é aqui


O Haiti é uma república presidencialista, que no século XVIII chamava-se Saint-Domingue e era governada pelos franceses. Era a mais próspera colônia do novo mundo. Após vários regimes ditatoriais, sua economia se viu completamente destruída e em ruínas. Cerca de 80% da população vive abaixo da linha da pobreza, sendo que aproximadamente 45% da população é analfabeta e a expectativa de vida apenas beira os 60 anos. Hoje essa mesma população se vê em meio a uma catástrofe natural de proporções devastadoras e é impossível não sentir profundamente por todos aqueles que lá estão de um modo ou de outro, incluindo também muitos brasileiros. Em meio a tudo isso deparei-me com uma notícia "twittada" que induz muita indignação: Louis Vuitton vai doar US$ 100mil, valor de cerca de 100 bolsas, à Cruz Vermelha no Haiti- indignação por perceber que o mundo capitalista não poupa nem mesmo situações trágicas para fazer suas jogadas de marketing e propagar um valor tão insignificante diante do seu poderio econômico...mas deixarei a indignação de lado, pois nossos irmãos num país tão pobre e sofrido merecem sentimentos de maior beleza. Somos todos iguais a despeito dos castelos construídos. Sempre seremos nós mesmos, mesmo que estejamos em palácios suntuosos. Portanto, sejamos todos o Haiti.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Vi hoje


“Crescer é uma coisa curiosa e inesperada. Uma pessoa está ali, e de repente outra pessoa tomou o seu lugar.”

“Se quer saber, nunca é tarde, ou no meu caso, cedo demais, para ser quem você quer ser.

Não há limite de tempo, comece pelo que você quiser.

Você pode mudar, ou ficar como está. Não há regras para isso.

Podemos encarar a vida de forma positiva ou negativa. Espero que encare de forma positiva.

Espero que veja coisas que surpreendam você.

Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes.

Espero que conheça pessoas com pontos de vista diferentes.

Espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe.

E se descobrir que não tem, espero que tenha forças para conseguir começar de novo.”

Um pequeno trecho do filme " O Curioso Caso de Benjamin Button "

Lendo agora com Pedroca



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

Entre a cruz e a espada


A manhã começou nublada...fiz o que queria fazer...mas depois fico que nem o livro das perguntas...buscando respostas...bem escondidinhas...

Da criança que ainda sou


Fui uma criança de paraíso preso. tenho mania de hora cheia. gosto do antônimo pela razão dos seus sinônimos. Sofro de meninice tardia porque padeci de maturidade precoce.
From verbo e devaneio

Um pouco da inesgotabilidade do real


Por que o real é inesgotável?
Sei não...
Mas queria saber...


Você já esteve apaixonado? Horrivel não é? Te deixa vulnerável. Te abre o peito e te abre o coração e quer dizer que alguém pode entrar em você e te detonar por dentro. Você constrói todas essas defesas. Constrói uma armadura completa, e por anos nada pode te machucar, aí­ uma pessoa estúpida, nada diferente de qualquer outra pessoa estúpida caminha para dentro da sua vida estúpida… Você dá a essa pessoa um pedaço de você. Essa pessoa não pediu por isso. Essa pessoa fez algo besta um dia, como te beijar ou sorrir para você, e aí a sua vida não é mais sua. O amor toma reféns. O amor entra em você. Te come por dentro e te deixa chorando na escuridão, e frases simples como “talvez devêssemos ser apenas amigos” ou “nossa, que perspicaz” se transformam em farpas de vidro movendo-se para dentro do seu coração. Dói. Não apenas na imaginação. Não apenas na mente. É uma dor na alma, uma dor no corpo, uma dor do tipo que-entra-em-você-e-te-arrebenta. Nada deveria ser capaz de fazer isso. Especialmente o amor. Eu odeio o amor

Neil Gaiman, Personagem Rose Walker in The Sandman
Transcrito a partir do blog de Emília Braga.

Uma modinha


Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia, toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade morava tão vizinha
Que, de tolo, até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dona dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a enganar nunca me vinha
Eu andava pobre, tão pobre de carinho
Que, de tolo, até pensei que fosses minha
Toda a dor da vida me ensinou essa modinha
Até Pensei
Chico Buarque

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

New York



Fotos enviadas por uma amiga querida...

I love Amèlie

Ouvindo agora: Songbird


For you, there'll be no crying
For you, the sun will be shining
Cos I feel that when I'm with you
It's alright
I know it's right
And the songbirds keep singing like they, know the score
And I love you, I love you, I love you
Like never before
To you, I would give the world
To you, I'd never be cold
Cos I feel that when I'm with you
It's alright
I know it's right
And the songbirds keep singing like they, know the score
And I love you, I love you, I love you
Like never before

Quer ouvir também?

Das perguntas que sei fazer


Quando vejo de novo o mar
O mar me viu ou não me viu?
Por que me perguntam as ondas
O mesmo que lhes pergunto?
E por que batem na rocha
Com tanto entusiasmo?
Não cansam de repetir
Sua declaração à areia?
Livro das perguntas

Nenúfares on the wall ou O jardim de Monet



Já ouvi falar em nenúfares por três vezes, já as vi também em três momentos abstratos , mas desde que as vi até mesmo a palavra não habitual me invadiu de certo modo, como algo leve flutuando em minha mente...semelhante à nuvem branca que se defaz na passagem do avião. A primeira vez foi num quadro de Monet...uma imitação barata na parede da sala...que eu não cansava de olhar...com os olhos de alguém comum que quer invadir um mundo que não lhe pertence...de um jeito meio tímido e meio tosco. Mas não queria ficar na ignorância...logo eu? ávida por descobertas?...porque não abrir os olhos e enxergar de forma limpa?... procurei então num livro de arte...fugidia da escuridão...buscando mostrar conhecimento...impor sabedoria...mas foi aí que me perdi...me perdi porque tudo é tão belo...e leve...e simples que é melhor ver com os olhos de criança...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Da arte de sonhar

A regressão infinita


Dimitri- Se Atlas sustenta o mundo, quem sustenta Atlas?
Tasso- Atlas está em cima de uma tartaruga.
Dimitri-E a tartaruga está em cima de quê?
Tasso- De outra tartaruga.
Dimitri- E essa tartaruga está em cima de quê?
Tasso- Meu caro Dimitri, é tartaruga até o fim!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Das mentiras que os homens contam


Quem te disse que eu não sei...mentiu pra tu...

Sobre a tua pedra edificarei a minha igreja


Hoje ganhei um presente para momentos de reflexão. Hoje houve uma partida. Separação , mas não da alma. Aqui no meu coração batem fortes e convictos todos os sentimentos. Espero te rever. Espero que a volta seja breve...e mesmo que a fala e a escrita sejam absorvidas pelo cotidiano, espero em ti...como nunca esperei em algo. É mais profundo que o meu ser, é mais imaterializável do que a alma... é mais sentido que razão. Mas é...com todo o sentido de existência e nunca haverá de deixar de ser, pois foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. É adoração, nada mais.

Com miríades de olhos benevolentes


Nasci no dia 9 de Janeiro de 1908, às quatro horas da manhã, num quarto de móveis lacados a branco que dava para o Bulevar Raspail. Nas fotografias de família, tiradas no Verão seguinte, vêem-se senhoras ainda novas, de vestidos compridos e chapéus emplumados com penas de avestruz, e senhores de palhinhas e panamás, sorrindo para um bebé: são meus pais, meu avô, minhas tias, meus tios e sou eu. Meu pai tinha trinta anos, minha mãe vinte e um, eu era a primeira filha. (...)
Em casa, o menor incidente era alvo de vastos comentários; ouviam de bom grado as minhas histórias, repetiam as minhas graças. Avós, tios, tias, primos, uma família abundante, garantiam a minha importância. Além disso, todo um povo sobrenatural se inclinava para mim com solicitude. Logo que soube andar, a mamã levou-me à igreja; mostrou-me, feitos de cera, de gesso, pintados nas paredes, retratos do Menino Jesus, de Deus, da Virgem, dos anjos, um dos quais, como Louise, se achava especialmente ao meu serviço. O meu céu estrelava-se com miríades de olhos benevolentes. (...)
Protegida, mimada, divertida pela incessante novidade das coisas, era uma menina alegre. No entanto, havia alguma coisa que não batia certo, pois tinha ataques de fúria, atirava-me para o chão, roxa e com convulsões. (...) Berrava tanto e durante tanto tempo que várias vezes no Luxemburgo me tomavam por uma criança mártir. «Pobre pequena», disse-me uma vez uma senhora oferecendo-me um rebuçado. Agradeci-lhe com um pontapé. Este episódio fez rumor; uma tia obesa e com bigode, que escrevia, contou-o na Poupée Modèle. Eu compartilhava da admiração que inspirava a meus pais o papel impresso: através da história que me leu Louise senti-me uma personagem; pouco a pouco, no entanto, comecei a sentir-me envergonhada. «A pobre da Louise chorava às vezes amargamente, lastimando as suas ovelhas», escrevia a minha tia. Louise nunca chorava; não possuía ovelhas e gostava de mim: e como era possível comparar uma menina a umas ovelhas? Suspeitei a partir desse dia que a literatura tem uma relação muito incerta com a verdade.

in Memórias de Uma Menina Bem-Comportada, de Simone de Beauvoir

domingo, 3 de janeiro de 2010

Nem tudo que reluz é ouro


Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha...
Eu quis o perigo e até
Sangrei sozinho, entenda...
Renato Russo

sábado, 2 de janeiro de 2010

A caixa de Pandora


É um mito grego que narra a chegada da primeira mulher à Terra e, com ela, a origem de todas as tragédias humanas. Essa história chegou até nós por meio da obra Os Trabalhos e os Dias, do poeta grego Hesíodo, que viveu no século VIII a.C.. De acordo com a obra, o titã Prometeu presenteou os homens com o fogo para que dominassem a natureza. Zeus, o chefão dos deuses do Olimpo, que havia proibido a entrega desse dom à humanidade, arquitetou sua vingança criando Pandora, a primeira mulher. Antes de enviá-la à Terra, entregou-lhe uma caixa, recomendando que ela jamais fosse aberta. Dentro dela, os deuses haviam colocado um arsenal de desgraças para o homem, como a discórdia, a guerra e todas as doenças do corpo e da mente mais um único dom: a esperança.
Vencida pela curiosidade, Pandora acabou abrindo a caixa, liberando todos os males no mundo mas a fechou antes que a esperança pudesse sair. Essa metáfora foi a maneira encontrada pelos gregos para representar, num enredo de fácil compreensão, conceitos relacionados à natureza feminina, como a beleza, a sensualidade e o poder de dissimulação e de destruição.
Fonte: Superinteressante
Para as mulheres o malefício?

O bicho homem



Um poema duro, verdadeiro e que induz reflexão:

"Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem."

Manuel Bandeira

Do amar e ser amado


"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".

Martha Medeiros

Alice


"A Senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. Receio que não posso me explicar Dona Lagarta, porque é justamente ai que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas... Mas não posso explicar a mim mesma"


Alice no País das Maravilhas;
Lewis Carroll, 1864.

Well well well Gabriel


Um já está na fase dos porquês...o outro vai chegar lá. E para os porquês, muitas vezes me falta imaginação...

Por que você é flamengo
E meu pai botafogo?
O que significa
"impávido colosso"?

Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que que os dentes caem?
Por onde os filhos saem?

Por que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?

Quanto é mil trilhões
Vezes infinito?
Quem é jesus cristo?
Onde estão meus primos?

Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
Por que a terra roda?
Por que deitar agora?

Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
Por que você se pinta?
Por que o tempo passa?

Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?

Do que é feita a nuvem ?
Do que é feita a neve?
Como é que se escreve
Reveillòn?
Paula Toller