domingo, 31 de julho de 2011

Fractais



Uma coisa que talvez eu nunca consiga explicar é a sua falta no meu mundo, pois mesmo passando o tempo...ou mesmo estagnada num breve momento...
A palavra não há...
O sentido foi embora...
Catei as últimas conchinhas da beira da praia...
provei o último gole na taça de vinho...
Respirei como a última vez...
Eu não sei em que parte do caminho te perdi...
Pois naquele momento fomos encontro para a minha parca percepção...
Crédula...e intensa que sou, teci longos bordados...
Mas esses são como chá da tarde...como um encontro que por mais que se tente...termina em poucas horas ao pôr do sol.
Texto: Wandréa Marcinoni...baseado em fragmentos de carne viva
Imagem: Mary Jane Ansell

Eu em BSB


Em Brasília há os ipês...amarelos...roxos...brancos.
Agora é época das árvores secas.
Tão amante das coisas naturais que sou...
Acho lindas mesmo as árvores sem flores...
Parecem minha visão de futuro...
Hoje desfolhada...amanhã vida em flor.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal

Crônica em uma manhã gelada





Este domingo parece que amanheceu mais cedo...e não foi por conta do sol.
Ela é garota que acorda cedo e este não é um fardo que carrega...já é parte componente do tal relógio biológico. O comum é ao deitar, ajustar o despertador automático do Nokia E71. Não que precise necessariamente dele...é mais questão de segurança. À noite ouviu os passos pela casa, então ficou atenta para não perder a hora. Acordou como todo dia...e seguiu aquela rotina do banho ao levantar...vestiu-se com uma roupinha alegre, pois viu o sol através da persiana...tomou café...conversou um pouco...e com as chaves e malas em punho...foi para o aeroporto. Lá havia movimento de vai e vem...dos que chegavam e partiam...algum corre-corre...a água...e algumas banquinhas que iniciavam seu trabalho.
Mas o que chamou sua atenção...foram aquelas imagens infantis...rodeadas de flores...coloridinhas...que alguém poderia referir-se como metal...ferro...aço...ou seja lá como queiram, mas que ela achou...que poderia chamar de pequenas coisas cheias de vida...
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagens: Arquivo pessoal

sábado, 30 de julho de 2011

Infância


(...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."
Texto: Cecília Meireles
Imagem: David Ho

Ouvindo agora


Maybe I didn't treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn't love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said and done
I just never took the time

You were always on my mind
You were always on my mind

Maybe I didn't hold you
All those lonely, lonely times
And I guess I never told you
I'm so happy that you're mine
If I made you feel second best
Girl, I'm sorry I was blind

You were always on my mind
You were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn't died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied, satisfied

Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You are always on my mind
You are always on my mind
Composição: Johnny Christopher / Mark James / Wayne Carson
Imagem: Kimberly Pope

Bonitinho

video

Kentucky Fried Chicken "So Good" Commercial (South Africa 2011)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Belo

video

Trailer do filme Goodbye Lenin

Curiosidades


"...vários escritores ficaram famosos devido às manias que deixaram associadas ao seu trabalho criador. Alexandre Dumas (pai) só conseguia escrever envergando uma larga túnica de cor vermelha e usando sandálias. Por seu turno, Pierre Loti, fascinado pela cultura oriental, só conseguia escrever vestindo trajes daquela região do mundo e trabalhando num escritório decorado igualmente com adereços provenientes do Oriente.
Quanto a Chateaubriand, em vez de escrever, ditava os seus textos ao secretário, deambulando descalço de um lado para o outro do seu gabinete de trabalho. Já Montaigne, o fundador do ensaísmo moderno, só conseguia escrever no recolhimento da torre do seu castelo de família. Victor Hugo compunha os seus poemas em voz alta, só os passando ao papel quando a sonoridade do que ouvia o conquistava. Por sua vez, Gustav Flaubert, não era capaz de escrever uma só linha se primeiro não tivesse fumado o seu cachimbo.
Por último, Honoré de Balzac tinha o hábito de dormir entre as seis da tarde e a meia-noite. Quando a criada o despertava, vestia uma larga e confortável túnica branca e trabalhava entre 16 a 18 horas seguidas, ingerindo litros de café."
Texto: José Jorge Letria
Imagens: Shiori Matsumoto

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O amor bom é facinho


Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada
Texto: Ivan Martins via Fausto Silva
Imagem: Valéria Docampo

Preferidas do girassol




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Devoção


Pediram definição...inútil súplica...ela não era capaz.
Prefere ser névoa e intensidade...
Prefere ser fogo...brilho...
Nem é só questão de preferir...é questão de ser.
Ela dá a dica: Seja você e sua verdade mesmo que todo o universo paralelo diga que não.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Mary jane ansell

Ouvindo agora


Sorry!
Is all that you can say?
Years gone by and still
Words don't come easily
Like sorry
Like sorry

Forgive me!
Is all that you can say?
Years gone by and still
Words don't come easily
Like forgive me
Forgive me

But you can say, baby...
Baby, can I hold you tonight?
Maybe if I'd told you the right words
At the right time
You'd be mine

I love you
Is all that you can say?
Years gone by and still
Words don't come easily
Like I love you
I love you

But you can say, baby...
Baby, can I hold you tonight?
Maybe if I'd told you the right words
At the right time
You'd be mine

Baby, can I hold you tonight?
Maybe if I'd told you the right words
At the right time
You'd be mine...
Composição: Tracy Chapman
Imagem: Ray Caesar

Manias


Nada contra vestir novas roupas...mas acho que as antigas é que se encaixam perfeitas.
Se moldam no corpo como se a ele pertencessem.
Calço também os velhos sapatos...
Sou meio avessa às coisas por moda...
Invento vestimentas...como invento meus dias.
Hoje estava frio...havia nuvens no céu.
Vesti amarelo como se fosse pro Sol...
Pra que ele aparecesse pra mim...
Mas a bem da verdade...confesso que tenho mania do amarelo...
Algo suspeito...para a garota do girassol.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Mary Jane Ansell

terça-feira, 26 de julho de 2011

Obituário?



TRISTEZA NA MÚSICA BRASILEIRA!!!!! Foi encontrada viva em seu apartamento hoje pela manhã a cantora Joelma, da Banda Calypso.

Ouvindo agora


É como se a gente
Não soubesse
Prá que lado foi a vida
Por que tanta solidão?
E não é a dor
Que me entristece
É não ter uma saída
Nem medida na paixão...
Foi!
O amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Foi!
O amor se foi calado
Tão desesperado
Que me machucou...
É como se a gente
Pressentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou o medo de ficar
Vazio demais meu coração...
Foi!
O amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Nem me avisou!
Foi!
O amor se foi calado
Tão desesperado
Que me maltratou...
Composição: Lenine/Dudu Falcão
Imagem:Ray Caesar

Existir por si só



Achei aqui: http://julietaarroquy.blogspot.com/
Clique na imagem para ampliar

Amy


Achei aqui: http://julietaarroquy.blogspot.com/
Clique na imagem para ampliar

Vi hoje

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quarta estrela


Meus pés fincados no chão criaram raízes.
Minha mente flutuando nunca foi como eles.
Meu coração cheio de amores até que permitiu a insanidade.
Minha vida de gente simples permitiu-me um olhar desperto...
Meus irmãos, distantes ou próximos são a junção em um quadrado.
Lados equivalentes...destinos afastados...
Eu sou eu, mas eu sou vocês...
Nós somos tudo da infância.
Essa que vos escreve é uma irmã saudosa.
Aquela que sabe do que não tem volta...mas que mesmo assim deseja que tenha...porque é dela desejar.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal

It's the past


Maitê era uma menina que contava estórias...
Lembrava dos dias em que ia na padaria da esquina comprar manteiga envolta no papel...
Lembrava do dia da morte da Elis Regina...quando comoção geral se fez lá na Rua das Flores...
Lembrava do dia em que sua irmã tomou querosene como quem toma uma garrafa de guaraná...
Lembrava da tia Nevinha... e do Jardim de Infância Becassine...
Lembrava do dia em que correu e jogou a lata na cabeça de Maria Odília...
Lembrava de Aldenora...forte e fraca...
Lembrava do passado para não esquecer quem ela é.
Maitê hoje é fragmento em preto e branco de algo que já foi colorido.
É hoje composição de piano...sem nota em destaque.
Ela é.
E tem certeza disso.
O que ela não sabe é se dos fragmentos e retalhos dá pra se fazer uma canção.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Ana Juan

Só pensamentos




Poesia é voar fora da asa.
Texto: Manoel de Barros
Imagem: Kazuko Taniguchi

Encantamentos


Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros... Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.
Texto: Manoel de Barros
Imagem: Arquivo pessoal

Dicas infalíveis

Dúvida

O mesmo que uma deusa grega


No empório...todos os olhares se voltaram pra ela...e como se a memória não fosse suficiente pra guardar o deslumbramento...e como se os olhos não permitissem compreender a diferença da beleza...múltiplos cliques se fizeram...pois o registro assim parece eterno. Depois ao olhar a foto borrada por luzes, gestos, movimentos e emoções...parece que ainda assim a memória será a melhor saída.
Texto: Wandréa Marcinoni( inspirado em contos da batata da onda)
Imagem: Ai Shinohara

sábado, 23 de julho de 2011

Voar quando não se tem asas


Are you ready to fly so high?
Imagem: Claire Chavenaud

El futuro


Do blog: El futuro es brillante

Ouvindo essa:


When you were young and on your own
How did it feel to be alone?
I was always thinking
of games the I was playing.
Trying to make the best of my time.

But only love can break your heart
Try to be sure right from the start
Yes only love can break your heart
What if your world should fall apart?

I have a friend I've never seen
He hides his head inside a dream
Someone should call him and see
If he can come out.
Try to lose the down that he's found.
Composição: Neil Young
Imagem: Patrícia Cantor

BSB


Brasília é feita de números e letras. É um tal de CNB, CLS, SQS, 12, 102, 407, 115...
Diz-se que ela é a cidade sem esquinas...diz-se que tem clima de deserto.
Aqui o povo fala meio goiano/meio mineiro/meio Brasil.
Passados 13 anos eu sou metade Brasília e ela é metade de mim.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal

Onde há música há vida




Domingo passado fez um sol lindo aqui em Brasília. No finalzinho da tarde ainda havia o céu azul com muito sol...e o meu final de tarde/começo de noite foi assim...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Do que ela não sabe


Ela é copo vazio...
Ou meio cheio...
Ou meio vazio...
Ela é quatro estações querendo ser verão.
Ela é o Sol pensando que é lua.
Ela é o céu pensando que é mar...
Ela é como um rio que deságua no oceano...
Ela não tem margem...
Nem direção.
Só tem instinto...e esse...
Esse instinto...acaba se perdendo por falta da razão.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Valéria Docampo

Devaneio em mi menor


Ao chegar em casa faz-se o costume do abraço.
Depois...descalçar os sapatos.
A ida até o quarto...onde deixa os objetos da labuta diária.
Se perde entre abraços novamente.
Constitui seus afazeres.
Liga o chuveiro em temperatura alta.
Sua pele sente a água quente a dilatar os poros.
Ao secar-se pensa na purificação.
Seria bom se a água levasse tudo embora.
Secar...hidratar...perfumar...vestir-se como em ritual.
Labutar novamente.
Ler...escrever...
É rotina, mas parece não ser...
Não há obrigação.
Essa menina não sabe o que quer...
Não sabe se é rosa...não sabe dos espinhos...
Não sabe da dúvida...mas se expressa por ela.
Ontem ela evitou a conversa.
Não quer dizer o que seu coração pensa.
Não diz o que seu corpo sente.
Prefere manter a graça de ser como é.
É alma.
Tem sede.
Tem fome.
É amor e também um tanto de outras coisas confusas.
Faz teste como cientista em laboratório à espera de resultados estatisticamente significantes.
Ao não encontrá-los prefere a poesia...
Esta não depende dos números...
Esta é mais fácil...não precisa de nada.
Então...na poesia e no nada ela se faz de eterna...e deixa o sorriso quase de Monalisa...pra que todos...tentem saber...o que é que ele expressa.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Shiori Matsumoto

Eu por Biel


Que minha alegria te encha de amor...

Inconcreto


Ontem, a noite passou com horas a mais.
Ela as contava em regressão e devagar.
Chegava ao start...sem fala...sem concreto...sem palpável.
Apenas a névoa cinzenta...com as luzes piscando.
Olhar ofuscado...sentido confundido.
Nada mais fácil do que palavras. Nada mais difícil do que dizê-las.
Palavras mostram tudo...ou até mesmo nada.
Palavras soltas ao vento são como barco à deriva...
Perdido...incólume...cheio...cheio do vazio.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Ai Shinohara

Algo paira sobre a cidade


Tirinha: Liniers
Clique na figura para ampliar.

Revolução


Tirinha: Liniers
Clique na figura para ampliar.

Liniers


Tirinha: Liniers
Clique na figura para ampliar.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Fortaleza


Quando estamos com as flores...inventamos sorrisos...
Imagem e texto: Wandréa Marcinoni

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Você


Ás vezes eu me sinto como que naquela música.
Só...em uma sala com luzes, balões coloridos e o apaga e acende.
Mas é só as vezes...
Só quando estou só...
Porque quando estou só...é quando estou com você...
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Masha Sardari

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ouvindo essa:



Her skin is like velvet
Her face cut from stone
Her eyes when she's smiling
Will never reach home
But hear how she sings

Her touch would be tender
Her lips would be warm
But when we're together
I'm always alone
But hear how she sings

Her skin is like velvet
So I went to her home
Her place like a palace
With things you can't own

Her skin is like velvet
And hear how she sings
Hear how she sings...
Yaeh, she sings
And hear how she sings
Hear how she
Composição: A-Ha
Imagem: Ray Caesar

Vi hoje

domingo, 17 de julho de 2011

UFA!


"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outros amores. E outras pessoas. E outras coisas... "
Texto: Caio Fernando Abreu
Imagem: Mary Jane Ansell

Fogo


O sangue quente gera
Pensamentos quentes
E pensamentos quentes
Despertam ações quentes,
E as ações quentes são o amor.

Texto: Tróilo e Cressida - W. Shakespeare
Imagem: Arquivo pessoal via photofunia

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ela


Houve um tempo em que ela pensou que era árvore.
Fincou os pés na terra com raízes profundas.
Houve um tempo em que se achou céu e se encheu de azul celeste.
Houve um tempo em que parecia explodir em luz...então pensou que era sol.
Ela pensava em estações e sentia em tempestade...caminhava sempre em passo apressado como se o mundo fosse acabar em um segundo.
Acreditava piamente no amor...e ele não vinha...
Torceu o nariz pros que diziam para descreditar...
É que ela girava em torno do Sol...e vibrava com sua luz e às vezes até dançava ao luar...
Ela sabia que tudo era feito de encontros, desencontros e frágeis momentos...
Mas ela também sabia que não seria ela se não fosse assim.
Muitas vezes chegou a pensar que a verdade não é boa coisa...
Desacreditou de ser ela mesma...
Nesse desalinho e descompasso sonhou ser estrela.
É que estrela tem brilho.
É que estrela é bonita.
E o tempo...o tempo fazia ela ter brilho de estrela...
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal( parque da cidade BSB)