domingo, 31 de outubro de 2010

Evolução


As escritas rupestres são a marca de algo que já passou. São as leituras do tempo da humanidade. São o tempo passado...são referências...refletem nós mesmos...em um momento em que roupas e papel social eram algo muito secundário à própria sobrevivência. Toda a "evolução" nos leva a crer que somos homens das cavernas disfarçados de aristocratas comedidos, vivendo num enfadonho dia a dia...em que vale mais o carro do ano do que o caráter e a dignidade. Onde vangloriamos o ter bem acima do ser e onde quem vale mais é quem tem grana no bolso e desfaçatez...Mas eu ainda sou daquelas que pensa que a vida é cor de rosa como o laço de fita no cabelo da guria e acha que no fim do arco-íris há o pote de ouro...então...aguardo o dia em que você possa me provar o contrário...
Wandréa Marcinoni

Defeitos simulam a perfeição


O que são segredos? São tudo aquilo que você não conta a ninguém? Aquilo que você mantém escondido? Tudo que não pode ser dito, mostrado ou revelado? os segredos são você...sua verdadeira versão...sua mais perfeita representação e tudo que constrói a tua natureza humana e defeituosa. Você ama...você sonha...você deseja...você imagina...sente...suspira...Seus segredos são você na versão politicamente incorreta...e na mais perfeita distorção eu os amo...como amo você.
Wandréa Marcinoni
Imagem: Zilvinas Valeika

Ouvindo esta: Everybody Hurts



When your day is long
And the night the night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Hang on

Don't let yourself go
'Cause everybody cries
And everybody hurts, sometimes

Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
When your day is night alone (Hold on, hold on)
If you feel like letting go (Hold on)
If you think you've had too much of this life
To hang on

'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand, oh no
Don't throw your hand
If you feel like you're alone
No, no, no, you're not alone

If you're on your own in this life
The days and nights are long
When you think you've had too much of this life
To hang on

Well, everybody hurts
Sometimes, everybody cries
And everybody hurts, sometimes
But everybody hurts, sometimes
So hold on


Hold on

Everybody hurts

You're not alone
Imagem: katia chausheva
REM

Como uma coisa puxa a outra


Eleanor Rigby é uma canção do grupo de rock inglês The Beatles, originalmente lançada no álbum Revolver de 1966. Também foi lançada como single, junto com a música Yellow Submarine

A canção foi inicialmente escrita por Paul McCartney, mas em uma entrevista concedida à Revista Playboy em 1980, pouco antes de morrer, John Lennon afirmou que "o primeiro verso era do Paul, mas que o restante era basicamente meu". Pete Shotton, um amigo intímo de Lennon que estava presente naquele momento, disse "Penso que John (cuja memória podia ser extremamente falha) tomou os créditos, em uma de suas últimas entrevistas, por muitas das letras, mas na minha memória 'Eleanor Rigby' foi uma 'Lennon-McCartney' clássica na qual a contribuição de John foi virtualmente nula". No entanto, a música é cantada por Paul.

McCartney também afirmou que John ajudou algo como "metade de uma linha". À parte da discussão, Eleanor Rigby permanece como uma das mais reconhecidas e distintas canções dos Beatles, com sua letra contando sobre a solidão das pessoas mais velhas. A sua tradução começa:

«Ah, olhe todas as pessoas solitárias», referindo-se pelo meio da música que ninguém presta atenção às pessoas solitárias.

Ela também faz parte da fase de transição, continuando a transformação dos Beatles, que começaram com uma orientação Pop e gradualmente se tornaram uma banda de estúdio mais séria e experimental.

Em dezembro de 1982 na cidade de Liverpool, foi esculpida uma estatua de uma idosa solitaria em homenagem à canção.
Fonte: wikipédia
Imagem: Eleanor Rigby by Lisf

Ouvindo esta


Eleanor Rigby picks up the rice in the church
Where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window
Wearing a face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Aah, look at all the lonely people
Aah, look at all the lonely

Father Mckenzie, writing the words of a sermon
That no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks in the night
When there's nobody there
What does he care?

All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?

Aah, look at all the lonely people
Aah, look at all the lonely
Lonely

Aah, look at all the lonely people
Aah, look at all the lonely

Eleanor Rigby died in the church
And was buried along with her name
Nobody came
Father Mckenzie wiping the dirt from his hands
As he walks from the grave
No one was saved
Eleanor Rigby - PAUL McCARTNEY

domingo, 24 de outubro de 2010

Ouvindo esta



You step on all my parts
And then you walk right out the door
And I know that your love ain't never
Coming back no more

Time is all around
Except inside my clock
Everybody's waiting for their lover to unlock

Leaves become most beautiful when they're about to die
When they're about to fall from trees
When they're about to dry up

Time is all around
Time is all around

I hallucinate a cat between my feet
I'm stepping lightly so it's not to hurt it
Everybody wants
To say that you have changed
Of course you've changed, you've changed, you've changed
Your mind's been rearrange

But leaves become most beautiful when they're about to die
When they're about to fall from trees
When they're about to dry up

Leaves become most beautiful when they're about to die
When they're about to fall from trees
When they're about to dry up

Why am I supposed to love if I don't want to love?
Why am I supposed to, I'm so tired
Why am I supposed to love if I don't want to?
I don't want
I don't want to
I don't want

Leaves become most beautiful when they're about to die
When they're about to fall from trees
When they're about to dry up

Leaves become most beautiful when they're about to die
When they're about to fall from trees
When they're about to dry up

Time is all around
Regina Spektor

sábado, 23 de outubro de 2010

Maneiro


"Chamamos de ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de caráter".
Desconheço a autoria.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

It´s raining


Hoje choveu forte em Brasília. Saindo do Sudoeste vi a lua borrada pelas nuvens. No caminho tantos carros e luzes que demorei a encontrar o meu destino. Era noite e para uma míope de carteirinha, mesmo com óculos as imagens ficaram meio desfocadas. No vidro do meu carro além das gotas de chuva e do vai e vem do limpador de parabrisas muitos insetos voadores dos quais eu particularmente tenho medo. Usei o atalho para Águas Claras que hoje não me pareceu tão convidativo...e como nesses casos o tempo parece parar junto com os automóveis...usei o salutar hábito de ouvir belas músicas e sonhar acordada para desanuviar os pensamentos que estavam meio em tempestade. Sou da imaginação fértil...e hoje acho que ela deu frutos demais...

Wandréa Marcinoni

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nossa história


Estávamos em maio talvez a meio de abril,
Contam que fomos felizes,
Corremos de alegria à luz de fogo de artifício permanente,
Hoje penso que foi abril no esconderijo de nossos corações.

Do blog mil palavras de nada

Imagem: Kátia Chausheva

Esse filme é tudo de bom



Encontros e desencontros

Do que em ti é de ti tão desigual


Continuas sentado nessa cadeira que não te pertence, ocupando um lugar que nada tem a ver contigo. Às vezes queria um pouco mais de ti. Às vezes não! queria-o agora e já, anseio por esse momento desde o primeiro dia que te peguei nos maxilares. Amo-te e não sei mais o que fazer. Se desistir, se continuar a observar-te sentado na tua cadeira de madeira velha. Amanhã queria de novo as minhas pernas em nó com as tuas. Amanhã queria tudo.

Do blog uma vez não chega

By heart ou sim, essa sou eu.


Hoje sentei à mesa e sorri...bem como ontem também o fiz...talvez por nervosismo...talvez já seja um hábito. É que estou habitando esse mundo paralelo em que tudo me estimula e às vezes tenho tanto interesse por tudo que meus parcos neurônios parecem entrar em curto-circuito. E já que hoje eu me sei de cor...acabo os dias do mesmo jeito...escrevendo sobre mim mesma.

Wandréa Marcinoni

Imagem: Evgenija Gapchinskaja

Diálogo a horas mortas


- o que é a felicidade, para ti?
- é o contrário de estar aqui contigo.
- então por que insistes em provocar-me?
- porque trago o coração no sítio errado.
- no sítio errado?
- sim, como se eu fosse um oceano e ele estivesse a metros e metros de profundidade.

Do blog a menina dos olhos de água

Presságio


Haverá um dia em que a felicidade vai te encontrar...em um dia em que não estarás a esperar por nada...num momento em que tuas lágrimas não estarão mais a cair e quando o traço de tristeza que carregas como um peso no teu peito não vai mais incomodar...e tão somente nesse dia...mas somente nesse dia...abrirás a janela e me verás sentada à tua porta...e me convidarás a entrar...e eu...tirarei meus sapatos e entrarei na tua vida...para dela...com toda minha certeza...para dela...nunca mais sair...
Wandréa Marcinoni

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Será que foi?


Há dias que penso o quanto é bom sentir-se em casa...estar firme...convicta...com seus sentimentos organizados...ou quase. Ela é assim...fugiu de casa...viveu intensa e initerruptamente a ânsia de amar. Sucumbiu ao sofrimento...achou que era impossível reavivar o que estava desbotado...mas sentiu a fadiga após tanto esforço. Havia vezes em que mal abria os olhos..a claridade era ofuscante. Mas eis que os dias passam...as horas passam também...e agora ela calmamente abre o livro...lê curtas frases...e chega a sonhar que aquilo não foi com ela...

Wandréa Marcinoni

Boa para um recital


Eu cantarei de amor tão docemente,

Por uns termos em si tão concertados,

Que dois mil acidentes namorados

Faça sentir ao peito que não sente.


Farei que amor a todos avivente,

Pintando mil segredos delicados,

Brandas iras, suspiros magoados,

Temerosa ousadia e pena ausente.


Também, Senhora, do desprezo honesto

De vossa vista branda e rigorosa,

Contentar-me-ei dizendo a menor parte.


Porém, pera cantar de vosso gesto

A composição alta e milagrosa

Aqui falta saber, engenho e arte.


Luís Vaz de Camões

Com açúcar e com afeto


Todos os dias, quando acordo,
vou correndo tirar a poeira da palavra amor.

Clarice Lispector

Opnião

Do meu amor


Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou seta de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Amo-te como a planta que não floriu e tem
dentro de si, escondida, a luz das flores,
e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
o denso aroma que subiu da terra.

Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te simplesmente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,

a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com o meu sono.

Pablo Neruda

Daquilo que se sabe


"Do primeiro amor gosta-se mais, dos outros gosta-se melhor"

Antoine de Saint-Exupéry

É...você parece louca



NAMORADOS

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:

- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.

A moça olhou de lado e esperou.

- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma
lagarta listrada?

A moça se lembrava:

- A gente fica olhando…

A meninice brincou de novo nos olhos dela.

O rapaz prosseguiu com muita doçura:

- Antônia, você parece uma lagarta listrada.

A moça arregalou os olhos, fez exclamações.

O rapaz concluiu:

- Antônia, você é engraçada, você parece louca.

Texto: Manuel Bandeira

Imagem: Beatrice Alemagna

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ouvindo agora: Dreams


Oh my life
Is changing everyday
Every possible way

Though my dreams
It's never quite as it seems
Never quite as it seems

I know I felt like this before
But now I'm feeling it even more
Because it came from you

And then I open up and see
The person falling here is me
A different way to be


I want more
impossible to ignore
impossible to ignore

They'll come true
impossible not to do
impossible not to do

And now I tell you openly
You have my heart so don't hurt me
You're what I couldn't find

A totally amazing mind
So understanding and so kind
You're everything to me

Oh my life
Is changing everyday
In every possible way

Though my dreams
It's never quiet as it seems
Cause you're a dream to me

The Cranberries
Composição: N.Hogan & D.O'Riordan

Dos perigos da vida


Perigoso não é o momento em que o destroço se torna belo, mas o momento em que se torna suficientemente pesado para se tornar portátil.

Texto: Pedro Jordão
Imagem: Wes Anderson

PRÓSPERO GUARDIÃO


Inteligência, poder de comunicação, movido pela razão e pelo ato de pensar inúmeras vezes antes de agir. Assim é você.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que é saudade


1. Recordação suave e melancólica de pessoa ausente, local ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir.
2. Nostalgia.
3. Pássaro da família dos cotingídeos, encontrado na serra da Marinha.
4. Denominação comum a diversas plantas da família das dipsacáceas e a suas flores; perpétua, suspiro.

Enfim...é saudade o que sinto

Imagem: Kátia Chausheva

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Por ser assim


Às vezes sou incapaz de me expressar... Às vezes me calo com palavras em profusão... Às vezes me expresso com meus silêncios... Às vezes são meus olhos que te falam... Às vezes é minha boca que te cala... Às vezes meus pensamentos te sufocam... Às vezes a confusão me invade a mente... às vezes sou ternura e ás vezes tempestade ou furacão...Mas a bem da verdade...você transforma a mim em um vulcão em erupção...ou seja, nas entrelinhas...é lava pra todo lado.
Wandréa Marcinoni

Imagem: Kátia Chausheva

Nosso segredo


Estamos no início de outubro...pergunto a ele se traz consigo a bendita moeda...aquela que confere passagem de ida ao nosso lugar secreto. Nada me responde e apenas o sigo, pois é nosso segredo...embora a cada dia seja mais intenso e nítido. Faço como ele...mantenho nosso trato e nosso elo...não contarei...só nós dois saberemos de quão intensa é nossa ligação...e esse caminho é só nosso...porque...bom...não preciso falar do porquê.
Wandréa Marcinoni

Imagem: Kátia Chausheva

Ironia...


Só tens duas coisas com que te preocupar: se estás vivo ou se estás morto. Se estás morto, não há nada a fazer e por isso não tens com que te preocupar. Se estás vivo só tens duas coisas com que te preocupar: se tens saúde ou se estás doente. Se tens saúde não tens nada com que te preocupar. Se estás doente só tens duas coisas com que te preocupar: se tem cura ou se não tem cura. Se tem cura não tens nada com que te preocupar. Se não tem cura só tens duas coisas com que te preocupar: se quando morreres vais para o céu ou para o inferno. Se fores para o céu não tens nada com que te preocupar. Se fores para o inferno também não porque vão lá estar todos os teus amigos.

Do blog A menina dos olhos de água

Imagem: Andreea Anghel

Mozart, o menino prodígio


Casa onde Mozart nasceu


Sua música


Mozart guri

Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, conhecido popularmente como Mozart, nasceu em Salzburgo em 27 de janeiro de 1756.
Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde sua infância e Assim que o talento de Mozart foi reconhecido, o pai, músico experiente e violinista afamado, abandonou suas pretensões pedagógicas e compositivas para dedicar-se à educação do filho.
A educação musical que Leopold, pai de Mozart, um professor de primeira linha, proveu para seu filho foi em todos os aspectos completa e a presença da música na vida familiar era constante, tanto pela prática doméstica como pelas inúmeras atividades sociais em que a família se engajava, frequentemente envolvendo a música.
O pequeno Mozart aprendeu desde os quatro anos teclado, com cinco iniciou no violino e órgão, e já passou à composição.
A educação de Mozart além da música não é bem documentada, mas aparentemente Leopold providenciou para que ele aprendesse francês, italiano, latim e aritmética. As viagens internacionais, além de objetivarem lucro financeiro e buscarem a fama, também serviram para expor Mozart aos mais variados estilos, para que formasse o seu gosto e aprendesse técnicas novas. Leopold se preocupou também em contratar professores nessas viagens para complementar algum aspecto que lhe pareceu necessário.
Mozart Tinha baixa estatura, era magro e pálido, a varíola deixara marcas em seu rosto e Nannerl, sua irmã afirmava que ele não tinha nenhum atrativo físico, circunstância de que ele era consciente. Hummel e outros, contudo, lembravam de seus grandes e brilhantes olhos azuis, e o tenor Michael Kelly, que ele era vaidoso de seus cabelos bastos, finos e louros. Sua orelha esquerda era deformada, e a mantinha escondida sob o cabelo. Seus dedos também tinham deformidades, mas isso podia se dever à prática continuada no teclado. Em anos finais adquiriu uma papada e seu nariz se tornou proeminente, o que deu origem a piadas nos jornais. Embora essas descrições possam ser exageradas, em vários momentos se registrou sua preocupação de compensar sua falta de beleza física com a elegância nos trajes, sapatos e no penteado. Com todas essas especulações apenas nos fica nítida a presença incontestável da perfeição.

Fonte: Wikipédia, com algumas modificações

Poema da Despedida



Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei.
Ainda sim, escrevo.
Mia Couto

Imagem: DA

domingo, 10 de outubro de 2010

O sonho



Ele é um sonho incerto, daqueles que jamais ousei sonhar. Está no topo das percepções...parece inatingível ao meu humilde olhar. Tem todas as sensações...tem tudo que desejo...tem aquela coisa do saber...aquela tal coisa que admiro...enfim...daria meu coração e minha alma...mas enfim...é só o que possuo...
Wandréa Marcinoni

Imagem: Kátia Chausheva

Auspicioso



Lembro-me de ter me deixado cair no sofá com o corpo entorpecido pelo medo. De ter fechado os olhos. De ter sentido frio. De ter deixado que as lágrimas lavassem as incertezas que riscavam minha alma. De não ter encontrado a fé no escuro. De não ter sentido os pés pela angústia de continuar seguindo. De sentir-me só. De sentir-me só e de ter doído.
Texto: Flávia Vida

Imagem: Andreea Anghel

E é isso




E já que não sou poeta, o amor é o que me resta.


Texto: Fábio de Melo

Imagem: Coisas da Doris

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Nada contra o outono


Tenho olhado atentamente para ele nos últimos tempos e é bem verdade que sua passagem nunca é para mim despercebida. Leio e releio, observo e interpreto...e há algo que se completa com o estímulo visual. As palavras são dele, as imagens também...elas estão em algum lugar que não é hoje e talvez já tenham outra tonalidade e outra conotação. Fato é que quando o leio...até as folhas caídas ressurgem como bela primavera.
Wandréa Marcinoni

Imagem: Evgenija Gapchinskaja

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Método


"Para encontrar o azul eu uso pássaros."

Manoel de Barros

Imagem: Evgenija Gapchinskaja

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Post in the night


Queria estar com você ainda esta noite...e venho pensando nesta hipótese por infindáveis momentos. Que sou pura paixão não é segredo. Que deveria fazer parte da implacável comunidade dos platônicos S/A, também não. Mas enfim, sou pura aceitação...por que me percebo como tal. Para mim, não tenho quaisquer segredos...eu sou matéria... sou pó...sou cinzas...sou luz...sou purpurina que pode facilmente ser "borrifada" nos quatro cantos. Sou energia...sou superação...sou uma vida inteira.

Wandréa Marcinoni
Imagem: Anne Julie

Something


Ele deixou para ela uma caixinha de música...e foi só.
Imagem:Virginia Galvez

Por pouco tudo muda


"Infelicidade é uma questão de prefixo."

Texto: Guimarães Rosa
Imagem: Andreea Anghel

domingo, 3 de outubro de 2010

Ouvindo esta


Num dia triste de chuva
Foi minha irmã quem me chamou pra ver
Era um caminhão, era um caminhão
Carregado de botão de rosas
Eu fiquei maluca
Por flor tenho loucura, eu fiquei maluca
Saí
Quando voltei molhada
Com mais de dúzias de botão
Botei botão na sala, na mesa, na TV, no sofá
Na cama, no quarto, no chão, na penteadeira
Na cozinha, na geladeira, na varanda
E na janela era grande o barulho da chuva
Da chuva
Eu fiquei maluca
Eu fiquei maluca


Cássia Éller /letra: Luiz Capucho

Imagem: Katia Chausheva

Sonhos bons

Viaje na viagem

My life


"I'm afraid to grow up because sometimes it seems like things will never fell this beautiful again".

sábado, 2 de outubro de 2010

Como uma coisa puxa a outra


Eucalol era uma antiga marca de sabonete brasileira, famosa por suas estampas. Sua fábrica era no Rio de Janeiro. Começou através dos irmãos Stern. Feito de eucalipto, o sabonete era de cor verde, o que casou no público da época certo estranhamento e fez com que os empresários resolvessem inovar e lançar no mercado estampas colecionáveis no sabonete. Permaneceu no mercado até a década de 70.
Fonte: Wikipédia

Ouvindo isso


Montado no meu cavalo
Libertava Prometeu
Toureava o Minotauro
Era amigo de Teseu
Viajava o mundo inteiro
Nas estampas eucalol
A sombra de um abacateiro
Ícaro fugia do sol.

Subia o monte Olimpo
Ribanceira lá do quintal
Mergulhava até netuno
No oceano abissal
São Jorge ia prá lua
Lutar contra o dragão
São Jorge quase morria
Mas eu lhe dava a mão
E voltava trazendo a moça
Com quem ia me casar
Era minha professora
Que roubei do Rei Lear.

Composição: Hélio Contreiras

Exposição de Miró


Visitação até 25 de novembro, de terça a domingo, das 9h às 18h30, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República.

Ouvindo uma das antigas


Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei

Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei

Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei

Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei

Quando chegou carta abri
Quando ouvi Salif Keita dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei

Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei

Composição: Chico César
Imagem: carlos bellower