sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Daquelas canções...pra mim e pra você


No dia em que você foi embora...escrevi uma canção suave...disse tudo que meu coração sabia dizer...como amava o seu jeito...como sintia sua alma...como ainda tudo estava instável. Lembro das manhãs em que ficamos arrumando caixas e levando-as para o lado de fora...contruindo castelos de cartas...e como sentia o vento a derrubá-los. Você disse que iria...disse que a ida era inevitável...e que a volta algo impossível...e eu também disse o mesmo...mas quando escrevi a canção pensei em algo eterno e imutável...porém sei do que sinto e à noite quando viajo sem você...penso que acordar sem sua companhia é como fazer canções acidentais...sem começo ou final...
Postado por mim por sobre a canção de Damien Rice

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

DESPALAVRA


"Hoje eu atingi o reino das imagens, o reino da despalavra.
Daqui vem que todas as coisas podem ter qualidades humanas.
Daqui vem que todas as coisas podem ter qualidades de pássaros.
Daqui vem que todas as pedras podem ter qualidades de sapo.
Daqui vem que todos os poetas podem ter qualidades de árvore.
Daqui vem que os poetas podem arborizar os pássaros.
Daqui vem que todos os poetas podem humanizar as águas.
Daqui vem que os poetas devem aumentar o mundo com as suas metáforas.
Que os poetas podem ser pré-coisas, pré-vermes, podem ser pré-musgos.
Daqui vem que os poetas podem compreender o mundo sem conceitos.
Que os poetas podem refazer o mundo por imagens, por eflúvios, por afeto.”
Manoel de Barros

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Das nossas guerras


"Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados"
Neil Gaiman

Conexões


Por todos aqueles bons momentos que
Estão agora tão distantes e que...
Demoram dentro do peito e que ...
Retornam em pequenos flashs cada vez mais imperceptíveis ...
Os quais ficarão ocultos pra sempre...em frases desconexas...como as nossas...

Tão simples assim


Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena...
Ferreira Gullar

Do me revelar


“Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio. Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas – escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio.”
Clarice Lispector

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quando fevereiro chegar


Piadinhas para um mês curtinho ou cultura inútil.com:


1. Fevereiro sofre de um distúrbio de existência, uma vez que ele não tem dias suficientes para ser um mês inteiro, e de quatro em quatro anos tem um dia a mais. Porém a verdade é que ele sofre mesmo é um distúrbio de sexualidade, digo, de sextualidade, já que é um ano bissexto.

2. Desde sua criação, até os dias de hoje, pessoas nascidas em 29 de Fevereiro sofrem de um intrigante mistério: Fariam elas aniversário somente de quatro em quatro anos? Viveriam elas mais? Essas perguntas assombram a sociedade desde os primórdios dos tempos.

3. Como um mês pode ter somente 28 dias? E apenas de quatro em quatro anos, ter apenas 29? Quem teve essa genial idéia deveria estar vivo, para fazer o mesmo com os outros meses. Se fizessem isso com dezembro, o mesmo não teria o dia 31, sendo SEMPRE o mesmo ano. Por isso, as pessoas não iriam envelhecer nunca. O que iria fazer a terra parar e dar um nó no tempo. A ONU, porém, estava tentando tirar o dia 29 de fevereiro do calendário e criar um 13º mês a cada 120 anos chamado Onzembro, porém a ideia foi negada, uma vez que assim, quem nascesse nesse mês só faria aniversário de 120 a 120 anos.

Fonte: Desciclopédia

Da ternura


A ternura e a delicadeza com que quero tratar-te é a essência em mim...não o faço por mentira ou por puro desejo de conquista. Faço porque só sei ser assim...porque só sei amar da forma mais desmedida...da forma mais intensa e imensurável...sempre e para sempre...assim.

The answer my friend is blowing in the wind


"Vento que ris de mim, sempre a troçar, Vento que ris do mundo e do amar..." Florbela Espanca

Dedicatória do Autor (Na verdade Clarice Lispector)


Pois que dedico esta coisa aí ao antigo Schumann e sua doce Clara que são hoje ossos, ai de nós. Dedico-me à cor rubra muito escarlate como o meu sangue de homem em plena idade e portanto dedico-me a meu sangue. Dedico-me sobretudo aos gnomos, anões, sílfides e ninfas que me habitam a vida. Dedico-me à saudade de minha antiga pobreza, quando tudo era mais sóbrio e digno e eu nunca havia comido lagosta. Dedico-me à tempestade de Beethoven. À vibração das cores neutras de Bach. A Chopin que me amolece os ossos. A Stravinsky que me espantou e com quem voei em fogo. À “Morte e Transfiguração”, em que Richard Strauss me revela um destino ? Sobretudo dedico-me às vésperas de hoje a hoje, ao transparente véu de Debussy, a Marlos Nobre, a Prokofiev, a Carl Orff, a Schöenberg, aos dodecafônicos, aos gritos rascantes dos eletrônicos — a todos esses que em mim atingiram zonas assustadoramente inesperadas, todos esses profetas do presentes e que a mim me vaticinaram a mim mesmo a ponto de eu, neste instante, explodir em : eu. (...)
Eu medito sem palavras e sobre o nada. O que me atrapalha a vida é escrever.
(...)
Esta história acontece em estado de emergência e de calamidade pública. Trata-se de um livro inacabado porque lhe falta a resposta. Resposta esta eu espero que alguém no mundo me dê. Vós? É uma história em tecnicolor para ter algum luxo, por Deus, que eu também preciso. Amém para todos nós.

Ouvindo agora: Neil Young



...No one else can kill me like you do
No one else can fill me like you do ...
...Love is a healer
And I love you...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

The Hardest Part



A parte mais difícil foi deixar você ir
Sem ficar aos pedaços
Essa com certeza foi a parte mais difícil
E a parte mais estranha foi ouvir aquele sinal tocar
Foi o início mais estranho
E eu podia sentir você indo embora
E o seu gosto ainda em minha boca
Como a cor prata que forrava as nuvens
Eu queria fazer tudo dar certo
E a parte mais difícil foi deixá-lo ir sem me destruir
Pois ele realmente partiu meu coração
E eu tentei cantar e não pensar em nada
Mas certamente essa foi a parte mais difícil
E ás vezes eu me pergunto sobre tudo isso
Pois tudo que eu sei estava errado
Tudo o que fiz foi destruído
E essa...é a parte mais difícil...
Por mim...ouvindo Coldplay

Porque o instante existe


"A arte existe para que a verdade não nos destrua".
Nietzsche

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Essa noite sonhei com você


Abri meus olhos, mas não permiti acordar...te via como aquele desejo...te via como naquela noite...e por não querer romper com o sonho que tive...e por não querer te esquecer...fechei os olhos e invadi tua alma...pra nunca mais eu deixar de ser sua...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

You don't know how lovely you are

Na primeira noite em que te vi


Não se tratava bem da primeira, mas era como se fosse...pois fazia tanto tempo. Mas com toda minha insegurança só consegui continuar meio paralisada e sem ação...e cada vez que olhava em seus olhos e cada vez que o silêncio nos rondava...pensava tantas coisas e tirava delas conclusões todas incertas. Dos dois momentos repletos de emoções confusas...de decisões alheias à razão...penso ter chegado ao ponto final...embora desejasse o contrário...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quando o sol nasceu




No dia em que morreu o amor
o sol nasceu como todos os dias
o tempo correu como todos os dias
a vida seguiu
como todos os dias
Mas para o sol
para o tempo
e para a vida
nenhum outro dia
foi igual aquele...
Andréa Muroni

O menino que carregava água na peneira


Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira

Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.
Manoel de Barros

Nas entrelinhas


Sempre escrevo em metáforas...faço uso de frases fugidias...permito a leitura e a interpretação, mas do que falo, quase sempre, só eu sei. Por que é pra mim que preciso me explicar... e é a mim que preciso convencer. As lembranças são só minhas e as boas e más intenções também...e aqui é o meu palco... o meu infinito particular.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Segundo o Aurélio


Paixão: 1. Sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão; 2. Amor ardente; inclinação afetiva e sensual intensa; 3. Afeto dominador e cego; obsessão; 4. Entusiasmo muito vivo por alguma coisa; 5. Atividade, hábito ou vício dominador; 6. Desgosto, mágoa, sofrimento; 7. Arrebatamento, cólera; 8. Disposição contrária ou favorável a alguma coisa, e que ultrapassa os limites da lógica; parcialidade marcante; fanatismo, cegueira; 9. O martírio de Cristo e dos santos; 10. A expressão de sensibilidade ou entusiasmo do artista que se manifesta numa obra de arte; calor, emoção.
Acho que nós já sentimos...escolha aquela que melhor te representa e te apaixona também...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Boa resposta


Mas o que quer dizer este poema? - perguntou-me alarmada a boa senhora.
E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante.
Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo...
Mário Quintana