sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pequena


Adoro as livrarias.
Os livros com cheirinho de novo.
O café que tem dentro delas.
Um cantinho solitário.
Gosto de ficar sem rumo lá dentro frente à tanta coisa.
Sinto falta de quando você ia lá comigo.
Sinto falta de quando você cumprimentava as meninas.
Sinto falta de quando você tomava um gole de água com gás.
Mas não sinto mais falta de você. Porque você já sorri. Porque você já pergunta e já quer saber. Porque você já está sendo você.
E isso pra mim é o melhor do melhor do fim/começo de ano.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Tuane Eggers

Plenitude



1. Completude
2. Integridade
3. Totalidade
4.Qualidade do que é pleno
5. Inteireza
6. Significado para uma vida inteira
7. Contextualizando, Marx imaginou o socialismo como uma transição para o comunismo, o “reino de abundância” no qual trabalho e prazer se tornariam faces inextricáveis da plenitude da experiência humana.
8. Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira( Johann Goethe )

Significados em meio aos dicionários e frases soltas interpeladas
Imagem: Não achei a autoria

Música é das melhores coisas da vida

video

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Você


Por razões inexplicáveis, hoje acordei tarde. Nada comum, mas levando-se em consideração os fatos, pode-se dizer que foi algo esperado. Correria, trânsito entre Águas Claras e o plano Piloto, Vai e vem, Trabalho extenuante. Dia a dia. Companhia. Diferença. Perfume. Meio dia. volta tipo feriadão. Dezembro diferente. Muitos e muitos planos. Muitas e muitas idéias. Alegria e a constatação. Caminho torto. Clássica volta em ritmo descompassado. Primeiro tempo. Segundo e prorrogação. Totais são as expectativas. Plenos ainda são os sonhos. A realidade nem parece desenho em carvão. Parece metáfora. Parece névoa. Parece certa à noite. Parece fogo. Não há negativa. Encontro a menina da Asa Norte. Ela ainda tem o coração batendo em ritmo descompassado. Falou do sentir. Tomamos um chá que estava fraco. Não falamos de nada, pois chegou alguém. Depois me falaram que ela é difícil, mas tenho por convicção que nós somos todos difíceis. A verdade é que a vida não é "facinha". Ela é bem atribulada. Mas se a nós cabe o direcionamento, que a façamos mais leve. Dar sorrisos, dizer obrigada, falar um bom dia, dar presentes sem data, sair pra almoçar, ir ao cinema, aquele bem feito chá da tarde sem estilo inglês, a companhia, o perguntar, o querer saber pra confortar, o ser a gente, despidos de máscaras, descalços, sem esnobismo. Dizer que apesar do desconforto somos pessoas, dignas, afetuosas, transbordantes, felizes, capazes, andarilhos, tementes, eloquentes ou tímidos, fartos ou com fome. Ser gente, com camiseta branca, havaianas, vestido de chita, sem saber nada da vida, com vivência de 11 anos, com separação, com sonhos desfeitos, com dúvidas, com sono, com gosto, com palidez, com pele branca, unhas vermelhas em tom meio fosco. Um dia falou-se em tons neutros. Um dia se disse do amor protegido. Sobrou-me a mochila importada e os termos de e-mail. Sobrou-me o transgredir normas delimitadas. Sobrou-me ignorar leis e tratados e ouvir, pois que tenho aparelho auditivo perfeito. Na hora de falar penso nas músicas francesas e na melodia. Então por um breve momento esqueço de esquecer, não lembro de lembrar e falo a ela: Amanhã me traga o seu caderninho.
Texto: Wandréa Marcinoni

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ouvindo essa


Narizes vermelhos ou o quanto é difícil respirar a 21%


Te empresto minha neblina. Você quer?

Tirinha: Liniers
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Muitos e muitos


Tirinha: Liniers
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Apenas constatando

Gaiola - comuna italiana
Gaiola - objeto para guardar aves ou outros pequenos animais
Gaiola - estrutura usada em construção civil
Gaiola - instrumento de pesca
Gaiola - embarcação utilizada nos rios do Brasil
Da gaiola, desprendo minhas asas. E meus parcos conhecimentos me dizem que é possível voar. Então, que venha o vento. Agora é a hora.
Significância: wikipédia
Na falta dela: Wandréa Marcinoni
Imagem enevoada: Shiori Matsumoto

O amor é contagioso


Comprimidos aliviam a dor, mas só o amor alivia o sofrimento.

O título seria algo assim


Aprendi desde criança
que é melhor me calar
e dançar conforme a dança
do que jamais ousar.

Mas às vezes pressinto
que não me enquadro na lei:
Minto sobre o que sinto
e esqueço tudo o que sei.

Só comigo ouso lutar:
Sem me poder vencer,
tento afogar no mar
o fogo em que quero arder.

De dia caio minh’alma.
Só à noite caio em mim:
por isso me falta calma
e vivo inquieto assim.

Texto: Antonio Cicero
Imagem: Arnaud Sadowski

domingo, 25 de dezembro de 2011

Quase um ringtone


Da riqueza que há no mundo


Tirinha: Liniers
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Fantástico


As notícias de hoje no show da vida vão desde atentados a esperanças, pessoas que foram símbolo, representativas nas suas particularidades, celebrações, corais, ausência de feriado, liquidações, papai noel, iluminação em Nova York, presentes, retiradas, abraços, retratos de família, acontecimentos, brasileiros e muito mais. Nós crianças, vislumbramos em cada imagem alguma identificação. Os pequenos dormem. A vida segue. Fala-se aqui do significado da data. Questionamos em que se tornou. Tudo que se passa em uma casa normal. Um pequeno apartamento, entranhado em uma cidade satélite de Brasília, com três cômodos, uma árvore de natal faltando um pé, uma família onde não falta ninguém, uma mesa improvisada e uma noite após a outra. A TV ligada no canal 20 da NET. As luzes já estão apagadas. Só o pisca pisca colorido da árvore brilha no compasso. Vamos dormir esta noite agradecendo pela oportunidade que nos foi dada de reviver, embora pra nenhum de nós tenha caído verdadeiramente a ficha do que passou.
Texto: Wandréa Marcinoni

Um abraço


Tirinha: Liniers
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Não é pra quem quer


Hoje, por conta das minhas aventuras com crises alérgicas e por conta da minha "falta de ar básica" lembrei desse poema de Manuel Bandeira:

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três… trinta e três… trinta e três…
- Respire.

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Da música


Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

(Cântico VI – Cecília Meireles)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Hummm


Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.
Texto: Caio Fernando Abreu
Imagem: Kitajin

Um outro caso a mais





Um caso a mais


Bom, eu tenho uma lista de filmes que gosto. Eles tendem efetivamente para os cabeça-dinossauro, mas eventualmente me vejo cercada por comédias românticas ultra água com açúcar. A lista de filmes é extensa. As sensações que eles despertam também. Se às vezes me coloco a ouvir as mesma músicas cult, compulsivas, vagarosas ou sem ritmo, com letras contextualizadas ou meio "louquinhas" é porque em mim há uma tendência incontrolável por descobertas e identificações. Já cansei de te falar, mas sei que pra você essa complexidade gera sorrisos de canto de boca e pensamentos "em balãozinho" como nos quadrinhos da Turma da Mônica. Não tenho muito a oferecer posto que meu conhecimento é vago, transitório e baseado em pesquisas da wikipédia. Porém quem sabe possa te dar uma rosa, um girassol e um caminho de pedras. Ou ainda, permitir que você descubra meus segredos desinteressantes. Ou então, eu te mostre minha tatuagem e você fique ressabiado pensando que ela não combina em nada comigo. Você tem suas razões pra pensar assim. Eu tenho os meus motivos pra ter te falado daquela forma. Nós nos conhecemos bem. A superfície rasa, o ego intacto, o id em toda sua profundeza. Não te busco, pois te vejo todo tempo. Tu não me buscas, pois me tens a qualquer hora. Eu sou o fogo, tu és o que apaga. Eu sou imensidão descoberta por vontade. Tu não me tens mais. Tu dizes o que queres. Eu não te entendo. Eu me afasto. Tu me buscas. Somos a falta. És minha presença. Teu sorriso é minha perdição. No último encontro te falei de mim, caminhei até a janela, revelei mais do que devia, tu dissestes que me protegeria e me deu um beijo. Eu só penso que esse é o meu modo e caminho. É como sou. Nem mais nem menos.
Texto: Wandréa Marcinoni

Como você prefere ler?


Meus problemas efetivamente são os números


Um diálogo


— E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

— Ah. Porque eu sou tímida.
Texto: Rita Apoena
Imagem: Emilie Ristevski

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Meus cabelos


Respirou fundo. Morangos, mangas maduras, monóxido de carbono, pólen, jasmins nas varandas dos subúrbios. O vento jogou seus cabelos loiros sobre a cara. Sacudiu a cabeça para afastá-los e saiu andando lenta em busca de uma rua sem carros, de uma rua com árvores, uma rua em silêncio onde pudesse caminhar devagar e sozinha até em casa. Sem pensar em nada, sem nenhuma amargura, nenhuma vaga saudade, rejeição, rancor ou melancolia. Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro, daquele sábado, daquele vento, daquele céu azul – daquela não-dor, afinal.
Texto: Caio Fernando Abreu com pequena intervenção minha quanto a coloração capilar
Imagem: Ray Caesar

Manoel


Manoel de Barros é mais que um poeta. É na verdade um guardador de rebanhos, como o foi Fernando Pessoa em um de seus heterônimos. Manoel de Barros é um menino em um corpo senil. É o eterno menino que carregava água na peneira. É aquele que junta grãos de areia um a um para construir um castelo nada firme. Ele é como a essência de mim. Ele é terno, poético, enluarado. Ele é por-do-sol. ele é a falta de vergonha. Ele extrapola a minha timidez. Ele fala o que eu gostaria de dizer só que muito melhor.
Ele é assim:

Um homem catava pregos no chão
Sempre os encontrava deitados de comprido,
ou de lado,
ou de joelhos no chão.
Nunca de ponta.
Assim eles não furam mais – o homem pensava.
Eles não exercem mais a função de pregar.
São patrimônios inúteis da humanidade.
Ganharam o privilégio do abandono.
O homem passava o dia inteiro nessa função de catar
pregos enferrujados.
Acho que essa tarefa lhe dava algum estado.
Estado de pessoas que se enfeitam a trapos.
Catar coisas inúteis garante a soberania do Ser.
Garante a soberania de Ser mais do que Ter.


Imagem: Shiori Matsumoto

Desejo quentinho


Que todo mundo tenha um amor quentinho. Descanso pro complicado do mundo. Surpresa pra rotina dos dias. A quem esperar. De quem sentir saudades. Um nome entre todos. O verso mais bonito. A música que não se esquece. O par pra toda dança. Por quem acordar. Com quem sonhar antes de dormir. Uma mão pra segurar, um ombro pra deitar, um abraço pra morar. Um tema pra toda história. Uma certeza pra toda dúvida. Janela acesa em noite escura. Cais onde aportar. Bonança, depois da tempestade. Uma vida costurar na sua, com o fio comprido do tempo.

Texto: Briza Mulatinho

Nostalgia on line


Eu me sinto assim quando leio


"Poeta, não é somente o que escreve.
É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso."
Texto: Cora Coralina
Imagem: Irena Sophia

Porque tudo é uma questão de momento


Por anos ouvi essa música e só hoje percebi que há um girassol nela.

Todos iguais e tão diferentes seguem o som da música



Imagem: Edward Hopper

Instigante


De 13 de dezembro a 8 de janeiro no CCBB Brasília

Programação aqui: http://divirta-se.correioweb.com.br/listaprogramese.htm?codigo=48232

Alice disse


Estilo coisas fofas que gosto. Não resisti.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

RECEITA DE ANO NOVO



Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Texto: Carlos Drummond de Andrade
Imagem: Arquivo pessoal

O homem sabe


"Um homem pode, se tiver a verdadeira sabedoria, gozar o espetáculo do mundo numa cadeira, sem saber ler, sem falar com alguém, só com o uso dos sentidos e a alma não saber ser triste."

Texto: Fernando Pessoa
Imagem: Arquivo pessoal

Eu e minha estrela guia


Mais daquelas perguntas tortas


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Questões não esclarecidas


Eu tenho as pupilas dilatadas e o devaneio do amanhã.
O problema é não saber o porquê.
Imagem:Phil Campbell

O som da chuva lá fora



Imagem: Emilie Ristevski

Kinder


Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Texto: Mario Quintana
Imagem: Angus Clyne

Entre estranhezas e mistérios


Não que chegue a duvidar do que foi dito. Apenas manteve-se cautelosa frente as afirmativas. Ela acha que paira dúvida e que há o medo.
O mesmo que a entorpeceu uma semana atrás.
O medo é bom quando induz reação.
Descarga de adrenalina na circulação sanguínea com todas as suas consequências descritas em livros e tratados.
Ela vai percorrer o caminho. Apertar o botão do segundo andar no elevador da direita.
É bem provável que se pense perdida.
Ela lida com os signos expostos.
È provável que se sinta indefesa.
Tem lidado com isso.
Mas também é fato que desde a última sexta feira fez mais afirmativas que interpelações.
Ouve frases mais intensas. Recebe as críticas como quem semeia.
Doce e pausadamente expele palavras.
Não quer ser a dona, mas sabe que impera.
Torce para o que já foi dito.
Entende que nem sempre é real.
Deixou de sonhar há dois anos atrás.
Tornou-se raiz fincada em solo arenoso.
Tem hora que ameaça desabar.
Tem horas que não estremece em meio aos tornados.
Às vezes é franca demais.
Às vezes se esconde no silêncio.
Torce por seu time.
Canta canções de ninar.
Floresce em meio ao deserto.
Se entorta frente ao sol.
Se diz farta da ditadura social.
Acha que as futilidades permeiam o mundo.
Percebe que isso é fato indissolúvel.
Tenta em vão se manter intacta.
Não se movimenta.
Finge ser estátua.
É reflexo de si mesma.
É fogo.
Água que desmancha.
Meio açúcar.
Meio fada.
Nada definida.
Dúvida quase sempre.
Farta de hipocrisia.
Lida de maneira inadequada com a mentira social.
Não sabe dar sorrisos factuais.
Se perde em labirintos.
Tem fácil acesso, mas tem passos lentos.
Ouviu dizer que o mundo é dos espertos.
Sabe disso, mas prefere a descrença.
Tão bom seria dias doces e brisa do mar.
Sol ao abrir a janela.
Chuva pra estar junto deitada na cama.
Ama o delicado.
Acha inteligência a maior essência.
Adora a religiosidade alheia.
Passeia em local público.
Esquece dos temores.
Se há rosas, pensa que é a vida.
Dos espinhos busca esquecer.
Santifica.
Enobrece.
O passado é instrumento.
O amor é a sua busca.
As palavras são sua abertura.
Sua sede, sua fala, sua língua.
Só Deus entende.

Texto: Wandréa Marcinoni baseado em contos do submundo
Tirinha: Liniers

domingo, 18 de dezembro de 2011

Pequeninos




Hoje o dia começou cedo. Acordamos direto pro banho quentinho, tomamos café, pegamos o carro, andamos devagar, ouvimos música, fomos ao hospital, improvisamos as tentativas pro natal, reencontramos, fomos ao supermercado, compramos detergente "de pia" aromatizado de coco, sem flocos crocantes e não coberto pelo delicioso chocolate Nestlé. Chegamos em casa, tomamos banho, trocamos o disco, postamos as músicas, demos comida ao espeto e esguicho, iniciamos a noite em meio aos programas, pegamos o perfume e borrifamos no ar. Ficou tudo certinho como antes. Ter família é isso aí.

Viva la vida



Comemorando a vida em família. Nada melhor!

Se faz melhor aquilo que fazemos com amor


O amor faz a vida bem melhor
Desconheço a autoria da foto