quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Um caso a mais


Bom, eu tenho uma lista de filmes que gosto. Eles tendem efetivamente para os cabeça-dinossauro, mas eventualmente me vejo cercada por comédias românticas ultra água com açúcar. A lista de filmes é extensa. As sensações que eles despertam também. Se às vezes me coloco a ouvir as mesma músicas cult, compulsivas, vagarosas ou sem ritmo, com letras contextualizadas ou meio "louquinhas" é porque em mim há uma tendência incontrolável por descobertas e identificações. Já cansei de te falar, mas sei que pra você essa complexidade gera sorrisos de canto de boca e pensamentos "em balãozinho" como nos quadrinhos da Turma da Mônica. Não tenho muito a oferecer posto que meu conhecimento é vago, transitório e baseado em pesquisas da wikipédia. Porém quem sabe possa te dar uma rosa, um girassol e um caminho de pedras. Ou ainda, permitir que você descubra meus segredos desinteressantes. Ou então, eu te mostre minha tatuagem e você fique ressabiado pensando que ela não combina em nada comigo. Você tem suas razões pra pensar assim. Eu tenho os meus motivos pra ter te falado daquela forma. Nós nos conhecemos bem. A superfície rasa, o ego intacto, o id em toda sua profundeza. Não te busco, pois te vejo todo tempo. Tu não me buscas, pois me tens a qualquer hora. Eu sou o fogo, tu és o que apaga. Eu sou imensidão descoberta por vontade. Tu não me tens mais. Tu dizes o que queres. Eu não te entendo. Eu me afasto. Tu me buscas. Somos a falta. És minha presença. Teu sorriso é minha perdição. No último encontro te falei de mim, caminhei até a janela, revelei mais do que devia, tu dissestes que me protegeria e me deu um beijo. Eu só penso que esse é o meu modo e caminho. É como sou. Nem mais nem menos.
Texto: Wandréa Marcinoni

Nenhum comentário:

Postar um comentário