quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Do que quero te dizer


Por dentro teu coração não está mais emoldurado. Parte porque se quebrou e outra porque os rejuntes não ficaram bem feitos. Tua voz que antes era fraca e rouca, hoje parece um grito abafado. Tuas mão estão calejadas. Tua costa não suporta o peso do mundo. O teu fardo, tu pensas que é o mais pesado. Te olhas no espelho na ponta dos pés. Ele não foi feito pra ti. Ele está torto na parede. Ele sempre esteve assim, só que antes tu não reparavas. Quando sentaram na sala, ela te falou da dor que tu não queres suportar e pela primeira vez na vida tu tivestes dúvidas e quase praguejou contra toda humanidade. Tu não sabes como te portar. Ages como alguém que ficou cego há um minuto. Por mais que te digam que és capaz de suportar os infortúnios, tu não tens bem a certeza. Achas que tudo é superável e talvez como o dito popular: tudo passa. Agora tu te vês de joelhos, mãos atadas e tão inerte como uma estátua de museu. Agora é um tempo. Agora não será para sempre. apenas isso.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal

Vi hoje


Um documentário emocionante, delicado, doce. Pra assistir mais de uma vez, principalmente para nós que lidamos com famílias, crianças, fragilidades. Nós estamos e estaremos em algum momento no mesmo lugar. Só recomendo não esquecer uma caixinha de lenços klenex caso não consiga segurar as lágrimas.

Minha alma



Nós perdemos também este crepúsculo.
Ninguém nos viu à tarde com as mãos unidas
enquanto a noite azul caía sobre o mundo.
Vi, de minha janela,
a festa do poente nos montes distantes.
Às vezes, qual moeda,
acendia-se um pouco de sol em minhas mãos.
Eu te recordava com a alma apertada
por essa tristeza que conheces em mim
Então, onde estarias?
Junto a que gente?
Dizendo que palavras?
Por que me há de vir todo este amor de um golpe
quando me sinto triste e te sinto distante?
Caiu-me o livro que sempre se escolhe ao crepúsculo,
e como um cão ferido rolou-me aos pés a capa.
Sempre, sempre te afastas pela tarde,
até onde o crepúsculo corre apagando estátuas.
Texto: Pablo Neruda
Imagem: Nirrimi

Palavras


Belo Horizonte, 19 de agosto de 1945.

Fico besta como morrem os personagens de Shakespeare, nem os passarinhos morrem com mais naturalidade, com mais simplicidade. Exeunt, esta palavra tem algo de misterioso e poético. Vede, o personagem faz um teatrozinho, é ferido (ninguém morre de cama, é tragédia!) e...morre. Morre assim nesta única palavra, dies.

O, I am slain! If thou be merciful
Open the thomb, lay me with Juliet.
(Dies)

É ou não é formidável? Morrem numa palavra.
Trecho de uma carta de Otto Lara Resende a Fernando Sabino no tempo em que se costumava escrever cartas.

So cute


Imagem: Tina Crespo
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A gente olha, mas não vê

Quarta feira

Uma boa dica em dia de sol e calor

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sonhos possíveis


Apesar de já ter ido inúmeras vezes ao Rio de Janeiro nunca concretizei um sonho que cultivo já há um bom tempo: conhecer a Confeitaria Colombo. E é mais pelo meu gosto por lugares do passado, lugares com história. A Confeitaria fica localizada no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro e foi fundada em 1894 por imigrantes portugueses. De lá pra cá já sofreu algumas reformas, mas conserva toda atmosfera daquela época. Entre os personagens famosos que já frequentaram a confeitaria estão Chiquinha Gonzaga, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Villa-Lobos, Lima Barreto, José do Patrocínio, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Dentre os anônimos, talvez um dia esteja eu.

Vi hoje

Bom domingo!

Encontros e reencontros






"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações. Pois boas lembranças, são marcantes, e o que é marcante nunca se esquece! Uma grande amizade, mesmo com o passar do tempo, é cultivada assim!"
Texto: Desconheço a autoria
Imagens: Arquivo pessoal

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Alguma coisa está fora da ordem. Fora da nova ordem mundial

Sutilmente


Serendipitia


É um neologismo que se refere às descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso. Há um filme que no Brasil foi exibido como "escrito nas estrelas". Grande vontade de assistir. Alguma dificuldade de comprar o DVD. Será obra do acaso?

Da paternidade


Tirinha: Kioskerman
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A dúvida Cartesiana ou as meditações


Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto; de modo que me era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito...

Tudo o que recebi, até presentemente, como o mais verdadeiro e seguro, aprendi-o dos sentidos ou pelos sentidos: ora, experimentei algumas vezes que esses sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou alguma vez.

Suponhamos, pois, agora, que estamos adormecidos e que todas essas particularidades, a saber, que abrimos os olhos, que mexemos a cabeça, que estendemos as mãos, e coisas semelhantes, não passam de falsas ilusões; e pensemos que talvez nossas mãos, assim como todo nosso corpo, não são tais como os vemos
Texto: Descartes
Imagem: Bruno Daher

Continue a nadar


"O acaso só favorece a mente preparada"

Louis Pasteur

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Impactos

More Super Slow Motion [Water] - 550D from Rickard Bengtsson on Vimeo.


Movimentos, visão amplificada, pausas, sentimentos e liberdade.

Batidas na porta da frente...é o tempo



O fotógrafo Nicholas Nixon é responsável por uma compilação de fotos bastante curiosa. Desde 1975, ele é responsável por fotografar quatro irmãs. A intenção é mostrar como o tempo age sobre nosso corpo.

Poesia e poeira



Ai de quem ama

Quanta tristeza
Há nesta vida
Só incerteza
Só despedida

Amar é triste
O que é que existe?
O amor

Ama, canta
Sofre tanta
Tanta saudade
Do seu carinho
Quanta saudade

Amar sozinho
Ai de quem ama
Vive dizendo
Adeus, adeus

Texto: Vinicius de Morais
Imagem: Sonja Wimmer

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite


O homem com a pizza, não passa do homem da entrega. Você liga, escolhe o sabor. Diz ser metade calabresa, metade muçarela. Dentro da casa você prepara a mesa. Quatro descansos rosados com frases doces. Põe garfos, facas e pequenos pratos plásticos. As crianças se alvoroçam. Esse é o dia legal. É sábado e mamãe não sabe cozinhar. A tia Ana está de folga. Comemos animados. Todos tomam banho. Escolhemos o perfume: morango com champanhe, melancia ou salada mista. Coloco a pipoca no microondas e está pronta. Vemos nossos filmes e dormimos abraçados. Nossa doce rotina de sábado à noite é melhor que mil momentos e noites de farra. É assim o amor.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal

Memórias


Um dia lá atrás nós fomos assim: expectativas e futuro aberto. Jogamos com as palavras, esgotamos até o último sorriso e bebemos até a última gota. Hoje estou bem feliz porque a gente se vê e a gente se fala. E tudo é tão mais importante porque do sonho se estampou uma realidade difícil, mas uma realidade feliz.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal

Alejandro González Iñárritu





Uma sequência de filmes que gosto muito, confessando que os dois bês são os meus preferidos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A vida cheia de imaginação e bravura


Stay close to me
Count one, two and three
Hopping through your sleeve
Right behind the tree
Show your heart to me

Meu jardim, meu auto presente, meu girassol


Imagem: arquivo pessoal

Poemas breves


Às vezes teu olhar parece poemas breves. Eu, na minha parca ignorância, não tento entender. Se tu queres eu vou, se te afastas, eu aceito. Tramas, encontros, subterfúgios, entendimentos, já não fazem mais sentido. Os sonhos, há algum tempo que os afasto. Esperanças, parecem crianças brincando na praia. O lago que se interpôs entre mim e a sobriedade continua lá. Só há água parada. Só há o recanto onde te vi na primeira tarde. O dia teve horas curtas. A noite sumiu. Nem a lua brilhou, nem houve relâmpagos quando choveu. Só houve a névoa e por trás dela, tua figura deformada. Meus olhos se são lágrimas é da poeira. Meu coração nunca foi duro, mas minha mente está. Catei os últimos papéis, coloquei na fogueira e vi a fumaça subindo e desenhando figuras irreconhecíveis. Nessa hora, olhei pra você e não vi mais nada.

Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Nicoletta Ceccoli

O mundo é um moinho



Imagem: Sonja Wimmer

Já que é fevereiro




No final "rola" um sambinha
Imagem: Rob Scotton

Garota esperta em geografia

Vi hoje

Das vantagens da leitura

Das coisas da vida

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O retrato de Dorian Gray


Uma ótima dica para quem é fã de ilustrações é a adaptação para os quadrinhos do romance de Oscar Wilde feita pelo escritor e desenhista francês Stanislas Gros. Vale a pena conferir.

Cantinho


Imagem: Kioskerman
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Conexões


Lendo, ouvindo, vendo, me deparei com algo assim:
Era bonito cantar, trovar, mas bem que diziam "tempo não é, senhores, de inocência, nem de ternuras vãs, nem de cantigas", diziam e eu não sabia que a coisa ia ser comigo, entendes? E o mundo parecia cheio de graça (…) mas o tempo não está para graças.
Uma poesia de Hilda Hilst, que combina com um som meio popdownandromantic:

IMagem: Nicoletta Ceccoli

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Ouvindo agora


Bem lindinha.

O nosso lugar


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O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário


O fato é que tenho um vocabulário pra lá de antiquado.

Do figurativo ilustrativo


Cartoon do Lute

Para toda pergunta há uma resposta

Entre pensamentos e entomologia

É carnaval




Imagem: Arquivo pessoal

Coisas que valem muito na vida

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O frio


Pensando que certos fatos são tão irrelevantes e questionando porque perdemos tanto tempo os colocando em pedestais e os tratando como verdade absoluta.
Imagem: Hidden Eloise