segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Peter Pan não queria crescer

By Fernanda Mello



"Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!"

O Pequeno Príncipe


Minha eterna fascinação por algo tão delicado me faz dar voltas e mais voltas e quando vejo eis que estou aqui de novo:

" Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais me sentirei feliz. Ás quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens por exemplo a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração...
É preciso criar rituais."

Levitação

domingo, 29 de novembro de 2009

Eu sou a irmã do sonho


Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...
Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca

Da amabilidade


Gentileza: 1. Qualidade ou caráter de gentil. 2. Ação nobre, distinta, amável. 3. Donaire, garbo, elegância. 4. Amabilidade, delicadeza.

Eufemismo

Que puxa!

A Luis Mauricio, Infante


Acorda, Luis Mauricio. Vou te mostrar o mundo,
se é que não preferes vê-lo de teu reino profundo.
Despertando, Luis Mauricio, não chores mais que um tiquinho.
Se as crianças da América choram em coro, que seria, digamos, do teu vizinho?
Que seria de ti, Luis Mauricio, pranteando mais que o necessário?
Os olhos se inflamam depressa, e do mundo o espetáculo é vário
e pede ser visto e amado. É tão pouco, cinco sentidos.
Pois que sejam lépidos, Luis Mauricio, que sejam novos e comovidos.
Carlos Drummond de Andrade

Algumas reflexões aleatórias


Do desejo- O mito de Sísifo

Sísifo era rei de Corinto. Depois de seduzir a sobrinha, roubar o trono do irmão e trair a confiança de Zeus, foi condenado a ficar acorrentado num tártaro. Mas Sísifo era ardiloso, ele atraiu Tânatus, a deusa da morte e conseguiu prendê-la em seu lugar. Sísifo foge e com isso nenhum ser humano iria morrer. Isso desagrada Ares, o deus da guerra. Ares liberta Tânatus e manda Sísifo de volta ao tártaro. Porém dessa vez o castigo era outro. Sísifo é condenado a empurrar uma pedra até o alto de uma montanha, um trabalho eterno, pois sempre que chegava ao topo, a pedra rolava de novo para baixo. O mito de Sísifo representa exatamente pra nós, o que é o desejo. O desejo é aquilo que persegue um objeto e quando esse objeto é atingido, o desejo perde sua significação...( e começa tudo de novo)
Texto do programa Café Filosófico da TV CULTURA
OBS: Post entre parênteses by me.

Café filosófico


"O ser humano é um ser que deseja". Eis que aqui estou: Café Filosófico. Aceita um pouquinho?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Reflexão para o fim de noite


Bom...agora vou mimir...beijos e queijos.

Quanto tempo dura um sonho?


Antes acreditava-se que os sonhos aconteciam em frações de segundos, mas hoje sabemos que eles
acontecem em tempo real na nossa mente, na mesma velocidade que imaginamos estar vivenciando-os. Um
sonho costuma durar de 10 a 40 min e relaciona-se sempre com nossos medos, preocupações, desejos ou
coisas que estão para acontecer. Há pessoas que acreditam não sonhar, mas elas apenas não se recordam
com o que sonharam. Para lembrarmos de um sonho, é preciso acordar no momento em que ele acontece.
Fonte: Guia dos curiosos
A verdade, é que se for um sonho bom...não desejaríamos acordar tão cedo.

All you need is love

Voltar no tempo. Dedicada à Rafiza...sempre presente em minha vida


Queen
Sometimes I get to feelin'
I was back in the old days - long ago
When we were kids when we were young
Thing seemed so perfect - you know
The days were endless we were crazy we were young
The sun was always shinin' - we just lived for fun
Sometimes it seems like lately - I just don't know
The rest of my life's been just a show

Those were the days of our lives
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing is true
When I look and I find I still love you

You can't turn back the clock you can't turn back the tide
Ain't that a shame
I'd like to go back one time on a roller coaster ride
When life was just a game
No use in sitting and thinkin' on what you did
When you can lay back and enjoy it through your kids
Sometimes it seems like lately - I just don't know
Better sit back and go with the flow

Cos these are the days of our lives
They've flown in the swiftness of time
These days are all gone now but some things remain
When I look and I find no change

Those were the days of our lives - yeah
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing's still true
When I look and I find
I still love you
Roger Taylor

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Andrea Doria




Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...
Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...

Renato Russo

Amores platônicos S/A


Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não...

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...

Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor...

Eu sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão...

Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...
Oswaldo Montenegro

Bobby`s World


Bob, é um menino com uma imaginação bem grande...que extrapola qualquer pensamento...sempre com perguntas intrigantes a fazer ao seu pai...e que usa uma extrema fantasia para entender as coisas da vida. Sempre que assistia o desenho... além do puro prazer da diversão, ficava rindo sozinha lembrando das vezes em que também fazia uso da minha...em como viajava no tempo passado ou futuro e só depois percebia que alguém estava falando comigo...já se passaram muitos anos e hoje ainda me sinto assim...meio fora de órbita...gosto de brincar um pouco com a realidade...brincar com a fantasia...e vivo perguntando pras pessoas sobre as coisas da vida...e tendo a certeza absoluta de que é possível ser criança pra sempre.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Canção pra você viver mais


Nunca pensei um dia chegar
E te ouvir dizer:
Não é por mal
Mas vou te fazer chorar
Hoje vou te fazer chorar

Não tenho muito tempo
Tenho medo de ser um só
Tenho medo de ser só um
Alguém pra se lembrar
Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais
Deixei que tudo desaparecesse
E perto do fim
Não pude mais encontrar
O amor ainda estava lá
O amor ainda estava lá

Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Aos predadores da utopia


"Dentro de mim
morreram muitos tigres
os que ficaram
no entanto
são livres".
Lau Siqueira

Medo da eternidade


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.

Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.

Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:

- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.

- Não acaba nunca, e pronto.

- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.

- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.

- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.

- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.

- Perder a eternidade? Nunca.

O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.

- Acabou-se o docinho. E agora?

- Agora mastigue para sempre.

Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito.

Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.

Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.

- Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!

- Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.

Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.

Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
Clarice Lispector

Era uma vez...


Um dia em pleno mês de outubro, me vesti de princesa e construí os meus castelos...com torres bem altas que permitiam a vista para um gramado de verde sem fim...passava as tardes na janela olhando para o campo e para o jardim que de tão lindos doía de ver...todas as cores, todos os perfumes...toda aquela luminosidade...às vezes ofuscava o olhar... e todo dia eu chegava junto à janela e esquecia da vida...viajava sem ver o tempo passar...mas havia um muro...que me parecia instransponível...muito alto...e ficava imaginando como fazer pra chegar do lado de fora. Hoje...sem saber explicar se com ou sem coragem, cheguei ao jardim. O muro foi ao chão...e o jardim está bem aqui...e vejo as flores multicores...tenho uma delas em minhas mãos e um girassol nos meus cabelos...

domingo, 22 de novembro de 2009

Ouvindo também...

Estorvo


Passou por mim.
estabanado, esbarrou no meu céu
derrubando (as) estrelas.

Cynthia Lopes
OBS: o (as) foi acrescentado por mim.

A lenda do carteiro mascarado


Um pouco longa, mas bem divertida...tenha calma...leia devagar...

Quando eu era criança eu era um molequinho bastante criativo. Talvez criativo não seja a melhor palavra, eu era bastante retardado.

Eu estava na 6.a série e era completamente apaixonado por uma menina chamada Christiane Borghi. Ela era a menina mais bonita da escola, pelo menos pra mim.

TODOS os caras achavam ela uma belezoca mesmo!

Uma vez uma cara foi falar com ela e ela quase bateu no rapaz. Xingou em alto e bom som e a escola inteira ouviu.

Reagiu desta forma porque ela namorava e o namorado dela era tipo o bonitão do pedaço, manja?

Pra mim eu não teria nenhuma chance.

Mas eu era tão afim dela que resolvi, mesmo assim, me declarar!

Mas eu tinha muita vergonha!

Mas eu tinha que dizer pra ela o que eu sentia.

Mas era muito difícil chegar e dizer que eu gostava dela.

Mas eu tinha que fazer isso.

Mas e se ela me desse um fora?

Resolvi escrever uma carta. Se ela não gostasse, pelo menos não estaria presente se ela tivesse um ataque de fúria parecido com o que ela teve com o outro moleque.

Mas como eu iria entregar a carta? Iria dizer o que?

- Um amigo meu mandou entregar!

Essa nunca cola. E se eu realmente mandasse um amigo meu entregar? Foi aí que eu pedi pra um amigo meu, o Paulo Sérgio, dar uma carta pra ela.

- Nem FODENDO! - Ele respondeu. - Tá louco Oscar? Por que você não entrega?

- Ué, e se ela ficar puta comigo?

- Por isso que eu não vou.

Fiquei naquela: Entregar ou não?

Foi então que eu tive a idéia mais genial da minha vida! Inventei um personagem chamado Carteiro Mascarado. Consistia em me mascarar e vestir uma roupa diferente afim de que ela não me reconhecesse quando eu entregasse a carta. E se ela perguntasse algo, eu diria que eu fazia esse tipo de entregas pela cidade.

Arrumei uma roupa bagaceiraça, uma máscara tipo de baile de Veneza, minha caloi Berlineta Dobrável Aro 20, botei uma caixa de plástico de supermercado na garupa, coloquei a carta dentro da caixa e fui.

Da minha casa até a casa dela eram 10 minutos. Demorei uma hora e meia porque eu ia parando no caminho me perguntando se aquilo era a melhor coisa a se fazer.

Finalmente cheguei na casa dela e toquei a campainha. Uma senhora saiu:

- Que que é isso moleque?

Engrossando a voz pra parecer adulto.

- Por favor, a senhorita... (olhando a carta como se eu não soubesse o nome dela) Christiane Borghi está?

- Tá na escola. Por que?


Quer dizer, era pra eu estar na escola também.



- A minha missão é (como eu fui ridículo) sair por aí entregando cartas de amor para os destinatários.

- Pra que essa máscara de Veneza? Você veio numa gôndola?

- Que que é isso?

- Nada, deixa que eu entrego pra ela. Eu digo que quem entregou?

- Diga que foi o... Carteiro Mascarado!

Imaginei uma música de ação rolando, virei as costas, subi na bike pra uma saída triunfal e... a corrente escapou da coroa. Aí eu tive que descer e colocar a corrente de novo no lugar. Minha mão ficou cheia de graxa e o elástico da máscara arrebentou.

- Precisa de ajuda, menino?

- Não, tô acostumado. - Tentando esconder o rosto.

Terminei e fui embora. E ainda cheguei em casa e tomei uma bronca do meu pai porque eu não tinha ido na aula.



A Christiane nunca veio falar comigo sobre a carta que ela recebeu. Eu imagino que seja por dois motivos.

Primeiro porque ela namorava e nunca iria se interessar por mim. Segundo porque eu lembrei mais tarde que eu terminei assinando a carta como Carteiro Mascarado.
Oscar Filho

Carta que deu origem à exposição "Cuide de você" de Sophie Calle


Sophie
Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.
Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.
Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.
Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.
Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.
Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.
Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.
Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.
Cuide de você.
G

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Por que dizem que os nobres têm sangue azul?


Na verdade, todos nós temos. As veias têm paredes finas e azuladas e por isso podemos ver o sangue
venoso que elas carregam; esse sangue, pouco oxigenado, tem um tom que tende para o azul. Isso é mais
perceptível em pessoas de pele clara e antigamente o chique era não tomar sol e ter a pele bem
branquinha. Como só os nobres não precisavam trabalhar no campo, embaixo do sol, era mais fácil ver
"sangue azul" deles do que o do resto das pessoas.
Fonte: guia dos curiosos

Um beijo roubado


As frutas de coloração mais próxima ao azul são as
blueberries, originárias dos Estados Unidos. Parentes da amora e da framboesa, elas têm uma cor azul bem escura, tendendo para o roxo ou até para o preto. São também chamadas de mirtilos. Hoje os encontrei no mercado...então, trouxe uma pequena caixinha de mirtilos arroxeados pra casa...Gostei dessas frutinhas bem pequenas, meio doces...com recheio branquinho, que me fizeram sentir quase como em blueberry nights...

Cultura



O girino é o peixinho do sapo.

O silêncio é o começo do papo.

O bigode é a antena do gato.

O cavalo é o pasto do carrapato.

O cabrito é o cordeiro da cabra.

O pescoço é a barriga da cobra.

O leitão é um porquinho mais novo.

A galinha é um pouquinho do ovo.

O desejo é o começo do corpo.

Engordar é tarefa do porco.

A cegonha é a girafa do ganso.

O cachorro é um lobo mais manso.

O escuro é a metade da zebra.

As raízes são as veias da seiva.

O camelo é um cavalo sem sede.

Tartaruga por dentro é parede.

O potrinho é o bezerro da égua.

A batalha é o começo da trégua.

Papagaio é um dragão miniatura.

Bactéria num meio é cultura.
Arnaldo Antunes

Ouvindo agora

Nossos questionamentos


“Filosofia, Leis e Medicina, Teologia ‘té com pena o digo,
Tudo, tudo estudei com vivo empenho!
E eis-me aqui agora, pobre tolo, Tão sábio quanto era dantes.”
Em Fausto de Goethe

Alguém me disse que você ainda me ama


On me dit que nos vies ne valent pas grand chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses.
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos chagrins il s'en fait des manteaux
On dit que le destin se moque bien de nous
Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout
Parait qu'le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou
Pourtant quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore.
Serais ce possible alors ?...
Carla Bruni

Elefante branco


No antigo Sião(hoje Tailândia), quando o rei antipatizava com um cortesão, presenteava-o com um elefante branco, que era um animal sagrado. A vítima evidentemente não podia cometer a grosseria de recusar um mimo real. E, assim, ficava com a obrigação de cuidar do animal, cujo porte, apetite e longevidade arruínam qualquer um que não seja dono de circo. Pior, o elefante tinha de ser enfeitado e mantido com soberbo aspecto para não irritar o rei, que fazia visitas de surpresa para pessoalmente fiscalizar o tratamento dispensado ao seu presente. Dizem que, quando o cortesão era muito chato, o rei brindava-o com gêmeos.
A expressão ficou com o sentido de presente incômodo e ganhou popularidade a partir do século XVIII, com a comédia francesa " L´Elephant du Roi du Siam", de Ferdinand Lalou, transformada em opereta por Albert Henry Monnier e De Groot.
Fonte: A casa da mãe Joana

Capitu


“Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios.”
Machado de Assis

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O mar de Portugal


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu
Fernando Pessoa

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

PEQUENO ESCLARECIMENTO


"Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação. O de que eles mais gostam é estar em silêncio - um silêncio que subjaz a quaisquer escapes motorísticos e declamatórios. Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês".
Mário Quintana

Para falarmos do silêncio


Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.

De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.
Clarice Lispector

Música para um fim de tarde


I Don't Know What To Do

don't want you coming here
No way, no way
I can't have you staying here
No way, no way
Every time I am reminded
Of the good thing that we use to know
And I know you're not expecting
To go on second guessing
But I think it's for the best

I don't want you coming here
No way, no way
I can't have you staying here
No way, no way
Everytime I see your eyes
I want to walk with you in moonlight
And I know you're not intending
To go on just pretending
But I think it's for the best

But when you're with me darling I don't believe in anyone else
I'm so confused by you
I don't know what to do
I don't want you coming here

Yeah I don't want you coming here
No way, no way
I can't have you staying here
No way, no way

But when you're with me darling I don't believe in anyone else
I'm so confused by you
I don't know what to do
But when you're with me darling I don't believe in anyone else
I'm so confused by you
Don't tell me what to do
I don't want you coming here
Scarlett Johansson & Pete Yorn

domingo, 15 de novembro de 2009

Em algum lugar do passado


Há imagens em minha mente que são marcantes...há uma ponte sem final...há um lago...há o sol. Eu estive lá. É um recanto de paz. Estive lá...não no melhor momento, mas estive lá...lá se pode andar descalço...lá há um caminho de pedras...lá há água corrente e cachoeiras...lá há contemplação...lá há natureza e mirantes...lá há anões guardando os caminhos e uma casinha pequena como se em uma fábula estivéssemos...lá brinquei de felicidade e sorri como nunca havia sorrido...fiz tentativas e nenhuma lágrima foi derramada. Fui uma perfeita atriz...não me arrependo...como já disse, fiz tentativas. Quero voltar àquela ponte...e contemplar todos os caminhos...só que agora...alheia às interpretações e adepta ao bem viver.

Do pertencimento


Esta noite pensei em você... Depois que as coisas se organizam...tudo se acalma...no escuro do quarto...uma taça de vinho...um sentimento tranquilo...espero te ver...e quando a realidade abre meus olhos...o sonho é perfeito...eu e você...a amizade...o amor...nossas conversas amenas...sentimentos opostos...uma grande vontade de dizer a verdade...sei da improbabilidade...sei do pertencimento...sei que não é possível...então calo no peito...e engulo todas as palavras que teria a te dizer...elas vão aos poucos transformando meu sentimento...vão buscando paz de um modo bastante afoito e por isso mesmo contraditório...então sorrio e ninguém sabe. Essa é a verdade...ninguém sabe o porquê.

Fly me to the moon


Fly me to the moon,
And let me play among the stars.
Let me see what spring is like on Jupiter and Mars.
In other words, hold my hand!
In other words, baby, kiss me.

Fill my heart with song,
and let me sing forever more.
You are all I long for, all I worship and adore.
In other words, please be true!
In other words, I love you!
Frank Sinatra

Como um dia de domingo


Eu pedi um domingo de sol sem fim...Deus me deu de presente o dia de hoje...Céu claro, nuvens poucas...como há muito eu pedia...fui de encontro à natureza...árvores, pássaros...família e ainda descobri um lindo parque em Neverland( Parque Olhos D´agua)...muito verde e um caminho cheio de pedrinhas para andar e pensar na vida...superando e muito o que se pode chamar de um dia como outro qualquer.

Timidez


Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
— mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...
— palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
— que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
— e um dia me acabarei.
Cecília Meireles

sábado, 14 de novembro de 2009

Aqui há um tantinho de mim


“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarice Lispector

quinta-feira, 12 de novembro de 2009


Me sentindo uma verdadeira aprendiz de feiticeiro.

Mundo mundo vasto mundo


“O mundo tal qual o entendemos hoje, é o resultado de uma quantidade de erros e de fantasias, que surgiram paulatinamente, durante toda a evolução dos seres orgânicos, que se soldaram uns aos outros e agora nos são transmitidos por herança como um tesouro acumulado do passado inteiro – como tesouro, pois o valor da nossa humanidade repousa sobre isso”.
F. Nietzsche

Um pouco de filosofia


O mito da caverna- Platão
O mito da caverna narrado por Platão no livro A República, reflete a idéia de que havia uma caverna separada do mundo exterior por um muro bem alto. Havia uma fresta entre o muro e a caverna que permitia a passagem de um feixe de luz de modo que seu interior era quase que totalmente escuro. Os homens que ali viviam desde o nascimento, geração após geração, permaneciam acorrentados, de costas para a entrada e não podiam se movimentar, nem mesmo a cabeça, de modo que estavam obrigados a visualizar apenas a parede do fundo da caverna, não tendo qualquer visão do mundo exterior. Sem nunca olhar para si ou para aqueles que ali viviam e sem qualquer possibilidade de observar o mundo externo, permaneciam ali inertes. Abaixo do muro, no lado de dentro da caverna havia uma fogueira que fazia com que as coisas que ocorriam do lado de fora fossem projetados como sombras na parede do fundo. As pessoas do lado de fora conversavam e se movimentavam e por vezes carregavam imagens de homens e objetos, que por sua vez também eram projetados para o interior. Aqueles que viviam na caverna julgavam que as sombras e as falas que percebiam dia a dia eram as próprias coisas externas ou seja a realidade.
Entretanto um dos prisioneiros, inconformado com aquela situação, fabrica um instrumento, quebra as correntes e decide abandonar a caverna. enfrenta inúmeros obstáculos, passa por um caminho íngrime e difícil e consegue abandoná-la. A luz no mundo exterior o cega de imediato e as dores tomam conta do seu corpo, não acostumado ao movimento. Aos poucos seus olhos se habituam à luz e ele descobre que durante toda a sua vida esteve preso e o que vira não condizia com o que sua visão percebia agora, ou seja, passara toda a sua existência em meio às sombras. O seu desejo é nunca mais retornar à caverna, mas dentro de si há o inconformismo com a permanência dos demais prisioneiros naquele mundo. Toma então a decisão do retorno com a intenção de mostrar a todos a verdade. Ao retornar e contar o que havia visto, a única reação que ouve é a de zombaria, não acreditam nele e por fim há a agressão física que o leva à morte. Mas alguém pode tê-lo ouvido e pode enfim querer também abandonar a caverna e enxergar a realidade com seus próprios olhos.

O Desinfeliz


"Sua vida era um tango argentino"
Mário Quintana

Porque utopia?


Em 1516, foi editada em latim a famosa obra do humanista inglês Thomas Morus: " Utopia"- o nome completo era um pouquinho maior: "Libelus vere aureus nec minus salutaris quam festivus de optimo reipublicae statu deque nova insula Utopia"(Panfleto realmente precioso tão útil quanto agradável sobre o melhor estado e a nova ilha de Utopia).
O livro descrevia uma ilha inexistente em que tudo era perfeito. Não havia propriedade privada e todos moravam em casas iguais, de três andares e de portas sempre abertas.
O nome da ilha foi inventado por Morus a partir das palavras gregas oý(não) e tópos(lugar), ou seja, lugar nenhum.
Daí utopia passou a palavra comum para designar um local idílico, uma quimera.
Fonte: A casa da mãe Joana, Reinaldo Pimenta.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Por você, faria isso mil vezes!


Eu me tornei o que sou hoje aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto. Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: "Por você, faria isso mil vezes!" Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém.

Sentei em um banco do parque, perto de um salgueiro. Pensei em uma coisa que Rahim Khan disse um pouco antes de desligar, quase como algo que lhe houvesse ocorrido no último minuto. "Há um jeito de ser bom de novo." Ergui os olhos para as pipas gêmeas. Pensei em Hassan. Pensei em baba. Em Ali. Em Cabul. Pensei na vida que eu levava até que aquele inverno de 1975 chegou para mudar tudo. E fez de mim o que sou hoje.

Trecho do livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini

LEGÍTIMA APROPRIAÇÃO


"Copio e assino essa frase encontrada no velho Schopenhauer: A soma de barulho que uma pessoa pode suportar está na razão inversa de sua capacidade mental".
Mário Quintana