sexta-feira, 21 de outubro de 2011

De manhã




Nunca me esquecerei
do que não houve entre nós.
Da tua ausência
enchendo de espera
tomando de desespero
os restos do nada.
Jamais apagarei da memória
o que não aconteceu,
o que eu tanto queria,
o que desejei com força
e o destino cuidou de evitar.
A lembrança ainda é úmida,
a saudade beija a razão.
É recente a brasa,
ardente e perene,
dos sonhos em vão
de todo um momento
que não passou.

Texto: Cláudia Marczak
Imagem: Ann Mei

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