quarta-feira, 28 de abril de 2010

Desconexas


De tudo aquilo que na vida existe...de tudo aquilo que dá vida a ela...daquilo que preenche cada cantinho da nossa existência...do perfume que se sente mesmo sem respirar...do coração batendo a mais de mil...do sorriso no rosto no meio do nada...da ânsia de querer sempre mais...da espera que fica feliz com a chegada do encontro...num pequeno momento guardado pra sempre...do ontem e do amanhã...você e sempre você...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ouvindo agora


Ain't no sunshine when she's gone
It's not warm when she's away
Ain't no sunshine when she's gone
And she's always gone too long
Anytime she goes away

Wonder this time where she's gone
Wonder if she's gonna stay
Ain't no sunshine when she's gone
And this house just ain't no home
Anytime she goes away

I know
Yeah, I outta leave the young thing alone
But ain't no sunshine when she's gone
Only darkness everyday
Ain't no sunshine when she's gone
And this house just ain't no home
Anytime she goes away

Ain't no sunshine when she's gone
It's not warm when she's away
Ain't no sunshine when she's gone
And she's always gone too long
Anytime she goes away (I know, I know, I know, I know, I know)
Amo o filme...amo a música...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sonhos de uma noite de verão


"Há quem diga que todas as noites são de sonhos... / Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. / Mas no fundo isso não tem muita importância. / O que interessa mesmo não são as noites em si... são os sonhos. / Sonhos que o homem sonha sempre... / Em todos os lugares, em todas as épocas do ano... dormindo ou acordado..."

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Por gostar dos dias de sol


Eu sempre pensei que as palavras fossem todas vivas
O que eu não sabia nada
era sobre estar morta
mesmo quando se vive.

Pensei melhor:
Eu quero morrer!
(mas apenas em dias de sol)
Pra encontrar meu firmamento na luz
E poder voar ao lado das borboletas

E que nunca seja noite
Porque eu fico com medo
Mesmo deixando minhas pegadas
no cotovelo da vida.

http://amnenoteatrodepalavras.blogspot.com

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Do pouco que se precisa para ser feliz

Ventania


Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustoso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela - apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo salvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome. Ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai. Se ele fareja e sente um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e ai. Aviso tambem que nao se deve temer seu relinchar: A gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera, a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez."
Clarice Lispector

Do meu sonho de infância



Poema da gare de Astapovo
O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos
E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo
Contra uma parede nua...
Sentou-se ...e sorriu amargamente
Pensando que
Em toda a sua vida
Apenas restava de seu a Gloria,
Esse irrisório chocalho cheio de guizos e fitinhas
Coloridas
Nas mãos esclerosadas de um caduco!
E entao a Morte,
Ao vê-lo tao sozinho aquela hora
Na estação deserta,
Julgou que ele estivesse ali a sua espera,
Quando apenas sentara para descansar um pouco!
A morte chegou na sua antiga locomotiva
(Ela sempre chega pontualmente na hora incerta...)
Mas talvez não pensou em nada disso, o grande Velho,
E quem sabe se ate não morreu feliz: ele fugiu...
Ele fugiu de casa...
Ele fugiu de casa aos oitenta anos de idade...
Não são todos que realizam os velhos sonhos da infância!
Mário Quintana

Pequenas coisas que são minhas



Lucy quer casar ou Lucy in the sky with diamonds



Eu reflito igual o Charlie Brown

terça-feira, 13 de abril de 2010

As vezes eu acho que ouço as estrelas


Ouvir Estrelas

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizes, quando não estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
Olavo Bilac

domingo, 11 de abril de 2010

Daquilo que me basta


Hoje foi um dia sofrido. Estar ao lado de quem se ama em momentos difíceis exige muito da minha alma. Ela sofre como quem derrama sangue, mas se regozija por poder estar perto e dar a mão. Ver o sofrimento de quem amo expõe minha fragilidade e exige minha fortaleza. Lá no fundinho sei o quanto estava acuada e embora eventualmente deixasse escapar uma lágrima fingia ser imune às fragilidades e sentimentalismos. Foi algo duro...foi até quase insuportável, mas poder estar ali, com a mais amiga de todas, foi provar do amor verdadeiro e isso definitivamente me basta.

Repaginando o meu eu


Parei de ler os jornais, não por não gostar de ler, mas precisamente porque gosto de ler. As notícias dos jornais são incompatíveis com meus hábitos gastronômicos: leio bovinamente, vagarosamente, como quem pasta... ruminando. O prazer da leitura, para mim, está não naquilo que leio mas naquilo que faço com aquilo que leio. Ler, só ler, é parar de pensar. É pensar os pensamentos de outros. E quem fica o tempo todo pensando o pensamento de outros acaba por desaprender a arte de pensar seus próprios pensamentos: outra lição de Schopenhauer. Pensar não é ter as informações. Pensar é o que se faz com as informações. É dançar com o pensamento, apoiando os pés no texto lido: é isso que me dá prazer. Suspeito que a leitura meticulosa e detalhada das informações tenha, freqüentemente, a função de tornar desnecessário o pensamento. Pensar os próprios pensamentos pode ser dolorido. Quem não sabe dançar corre sempre o perigo de escorregar e cair... Assim, ao se entupir de notícias - como o comilão grosseiro que se entope de comida - o leitor se livra do trabalho de pensar. (...) Educar é ensinar a pensar.
Rubem Alves

terça-feira, 6 de abril de 2010

Das antigas


"I was in your arms
thinking I belonged there..."
ABBA

Da eternidade


Você sabe que não é muito fácil controlar os sentimentos. Você sabe que mesmo quando temos conciência do que é certo ou errado, ainda assim podemos ser capazes de optar pelo caminho mais torto e difícil. Você sabe dos meus sentimentos. Você sabe da minha vida. Quase todo dia eu te encontro e não consigo ser indiferente. São breves momentos em que o coração bate bem forte. Por mais que o tempo passe e que tudo se torne uma lembrança fugaz, nós sabemos que o mais importante não se apaga. Talvez o fogo vá perdendo sua força. Talvez a chama fique cada vez mais branda, porém a verdade sempre se mantém. Tudo o que é verdadeiro se eterniza...como você no meu coração. Pra sempre e todo sempre.

Reviver


Imagens meio apagadas na memória...serão reavivadas amanhã...

Coisas que adoro


www.alicedisse.com

Tão longe, tão perto


"Os humanos não vêem mais como nós. Os olhos deles se acostumaram só a tomar. Eles observam e tomam. Não sabem mais dar. Eles se esqueceram de que a luz entra no coração pelos olhos e depois reflete pelos olhos do coração".