segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sobre os versos que não fiz

Quando  me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos
Escrevo num papel que está no meu pensamento
Sinto um cajado nas mãos e vejo um recorte de mim. No cimo dum outeiro
Olhando para o meu rebanho e vendo minhas idéias
Ou olhando para minhas idéias e vendo o meu rebanho
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que diz
E quer fingir que compreende
Texto: Alberto Caieiro

Frases soltas

"Amor vem de amor"
Guimarães Rosa

Morissey



A autobiografia de Morissey foi lançada este ano pela Penguin Classics e já virou febre na Inglaterra. Acho que demora ainda pra chegar por essas bandas, mas  há um trecho do livro que encontrei num cantinho da reportagem do Correio Brasiliense do domingo e que achei emocionante:
" Nenhum sonho poderia jamais se igualar ao meu primeiro show em São Paulo, no Brasil, quando o público levantou uma garota e a colocou em minha direção e, quando ela se aproximou, pude ver que ela segurava um bastão branco, e mais de perto, pude ver que ela era cega, e no momento em que a platéia a colocou delicadamente no palco, ela me entregou um bilhete, no qual pude ler: 'Não posso vê-lo, mas amo você'."