domingo, 16 de outubro de 2011

João e Maria


Eles eram nomes fictícios para personagens surreais...
Sentaram à mesa, pediram dois cafés e se perderam entre palavras que não vinham, entre papéis impressos, entre uma pasta e dois livros sem sentido.
Como não pudesse falar nem engolir o choro, ela pediu outro lugar...na mesma hora...
Houve uma praça, frases feitas, palavras metodicamente pensadas em um enredo bem escrito, um abraço, muitas lágrimas, uma camisa branca, uma porta que se fechou, um caminhar sem olhar pra trás...e havia Maria que amava João e que não servia nem para quadrilha de escritor renomado.

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história"


Texto: Wandréa Marcinoni
Poesia: Carlos Drummond de Andrade
Imagem: Stella Mccartney

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