quarta-feira, 2 de julho de 2014

Raiz

As releituras que eu faço  me distanciam de ti.
Os caminhos que percorro nesse caminho me levam pra não sei onde.
As palavras que repetes incessantemente me deixam confusa e por vezes perdida.
Não sei tomar as rédeas disso tudo.
Não sei quando calas nem sei de ti.
Tudo no fundo parece a eterna algazarra dos tempos de criança.
Daí, me consolo com a música do dia que nasce.
Te digo: tá bom e vou dormir.
Te aceito e me calo.
Engulo as palavras pra nunca mais.
Cansei de pedir.
Então, me esqueças enquanto puderes, porque eu
Eu nunca me  esqueço de ti.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal

Não te espantes

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.
Texto: Paulo Mendes Campos
Imagem: arquivo pessoal

Dois mundos

O mesmo vento envolve dois pensamentos
A mesma tarde quieta acolhe duas bicicletas
No mesmo segundo giram dois mundos
Texto: Silvana Tavano