segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Das coisas que escrevi pra ele




Quantas vezes me vi na sala com uma fala já treinada por vezes e na hora H nada saía?
Quantas vezes as palavras entraram como flechas rasgando a parte do meu coração que já sangra há tanto tempo?
Quantas vezes tive que calar quando a vontade era gritar e agredir?
Quantas vezes o choro fiel veio me fazer companhia?
Quantas vezes me levanto pra no instante seguinte me ver cair?
É como um filme que não tem fim.
É dor.
É real.
É ele em mim.
Ele sou eu.
O eu melhor.
Eu serei ele.
Serei a capa e a conexão com esse mundo que de tão desentendido me deixa vagando na noite sem fim.
Texto: Wandréa Marcinoni
Em: Dores sem cores
Imagens: da vida

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