segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Daquilo que chamam de lar


O que desejo é apenas uma casa.
Em verdade, Não é necessário que seja azul,
Nem que tenha cortinas de rendas.
Em verdade, nem é necessário que tenha cortinas.
Quero apenas uma casa em uma rua sem nome.
Sem nome, porém honrada...

Toda vez que pensava em um lar, engendrava planos e mais planos. Tinha aquela vontade imensa de um lugar com a minha cara. Já do alto dos meus 39 anos estou a poucos passos da realização de um sonho. Havia em pouco tempo saído de uma construção vazia para algo mais concreto. Paredes, janelas, portas de vidro, varanda. Daí pra frente era só projetar por exemplo uma rede na varanda, lugar onde poderia parar e pensar na vida. No meu plano inicial pensei em cenário branco para os móveis, paredes também assim. Depois achei que um pouco de cor cairia bem. Comprei em uma feirinha de artesanato corações coloridos para por nas portas, li em sites de decoração dicas do que fica melhor aqui e ali. Tenho andado a pensar bastante nisso, afinal não é todo dia que você tem um lugar pra chamar de seu. Cada dia sei que falta menos tempo, cada vez estou mais perto. Será um lugar onde eu, Pedroca e Biel poderemos fincar de vez nossas raízes e é pra eles que faço todo esse esforço de noites mal dormidas ou finais de semana sem descanso. Será um lar com tudo que tem direito: amor, aconchego, carinho, pipoca, cineminha, dia de nós juntos. Mesmo que por trás dessa história haja outra e outra e outra.

Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal
Poesia: Manoel de Barros

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