segunda-feira, 12 de março de 2012

Memórias de uma asmática indolente


O peito sibilava. O fato corriqueiro e repetitivo por certo não era novidade.
O torturante era o silêncio interrompido a cada respiração.
Inspira, expira dizia o doutor, mas ela só pensava em ir embora.
Pegou sua bolsa carteiro, trocou seus centavos, correu pro estacionamento com as mãos ainda trêmulas do broncodilatador. Abriu a porta do carro. Girou a chave. Ouviu o motor. E o motor, foi a última coisa que ela ouviu.
Texto: Wandréa Marcinoni
Baseado em contos de história sobrenatural

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