domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pra fazer sentido, pelo paradoxo


Meu amor, a nossa história não é como as outras. não tem castelos, nem fadas madrinhas, não começa com "era uma vez", nem termina com "e viveram felizes para sempre".A nossa história é real mas ao mesmo tempo transcendente. Fala sobre duas pessoas que se amam verdadeiramente, que davam a vida uma pela outra, fala sobre o quão importante é a cooperação, a partilha, a amizade sólida. O que une estas duas pessoas não é apenas corpóreo nem espiritual, é algo que vai para além disso, é a certeza que por mais coisas que aconteçam, isto nunca morrerá. é uma história que fala de um amor eterno...
Por outro lado, a nossa história não tem só coisas boas. há diferenças, contratempos, é capaz de percorrer todo o espectro visível, começando no violeta e terminando no vermelho. Quando faz frio é preto, e quando o sol nasce torna-se branco como o algodão. Estas duas pessoas apenas absorvem as alegrias, refractam as preocupações e reflectem os erros, para que possam aprender sempre um com o outro. sim, porque a aprendizagem nasce, mas nunca se vai. O ser humano por vezes esquece-se de não saber tudo e pensa que sabe tudo acerca da vida, sobre a vida nunca ninguém vai saber tudo, ela é inconstante e manipuladora. engana quem pensa que sabe.Tudo isto para dizer que estas duas pessoas ultrapassam todos os dias barreiras, podem demorar um bom bocado a reflectir na toma de decisões, mas acabam sempre por escolher o melhor caminho, um de entre os milhões e milhões que existem, é todo esse percurso que os faz crescer como pessoas, e que abre portas para a eternidade, são essas mil e uma fechaduras que um dia eles vão conquistar, depois disso, ainda haverão mais portas e mais fechaduras... infinitas! nunca chegarão a acabar, mas isto porque jamais estas duas pessoas se deixarão de amar. não "viveram felizes para sempre", simplesmente "viveram sempre".
Imagem: Cartier Bresson
Texto: Adriana Paulino
Correlações com as estrela e astros celestes: Wandréa Marcinoni

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