segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Da segurança


Duas noites de expectativa. As ruas de Brasília com pouco movimento. Uma manhã diferente. Me encontro num ponto indefinido entre o dito e não dito. Como no filme quando ela dizia escrever à noite durante ao menos 1 hora. Foi aí que lembrei do meu caso com as palavras que são minhas, cortei pequenos erros, distorci os lugares que não estavam tortos, abri o livro de capa branca com letras minúsculas, vi que nele marquei as páginas com meus trechos preferidos, aqueles que eu pensava um dia escrever pra você. Custei a aceitar, mas a dor limpa e desmarca. Faz a gente esquecer por proteção, faz não sonhar com o que não pode ser. No meio de conversas ocasionais eu me sinto como a garota descalça. Meio perdida, mas bem perto de se encontrar.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Kurt Halsey

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