terça-feira, 17 de maio de 2011

A luz


Eu existia como sessão de cinema em noite de estréia.
Eu sentia como comemoração de 50 anos ou metade da vida.
Eu me enxergava como quem vê algo embaixo d'água.
Eu respirava como se existisse em perfume de flores.
Eu caminhava como quem sabe do evidente destino.
Eu amava como quem é para sempre.
Mas eu...eu não entendia.
Por não entender confirmei a sentença.
E hoje é por uma fresta na janela que eu vejo o Sol.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Adolie Day

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