domingo, 19 de dezembro de 2010

Eu te amo, sabia?


Quando o natal está por perto...a primeira idéia que se faz em minha cabeça...sem qualquer sombra de dúvida...é a idéia de família. É...eu sou realmente vidrada nessa idéias de compartilhar momentos com pessoas que você ama...independente de qualquer coisa...não penso em presentes...como materialidade...penso como mimo...como forma de dizer: "ei, eu te amo, sabia?"...pois então...deixando pra trás a idéia de perfeição(tudo certo em linha reta)...indico um blog que é tudo de bom: Para Francisco...de Cristiana Guerra...onde há um relato sincero do que o amor é capaz de construir...não é a família perfeitinha...é como se descobrir...diante de situações...tristes...e construir vida...há o livro também...só que fui na Cultura e "dei com os burros n'água"...mas encomendei...posto abaixo um texto do blog...com memórias dessa época:
"Em um dia de dezembro do ano passado, não sei por que, sugeri a seu pai que fizéssemos um jantar aqui em casa, para alguns amigos queridos. E ao jantar dei o nome de "Primeiro Natal do Francisco". Ele adorou a idéia. Tinha um prazer enorme em cozinhar para os amigos. E tinha um motivo e tanto para comemorar: éramos uma família. Por uma deliciosa coincidência, nossos amigos Cecília e Gustavo, que moram na Suécia, estariam presentes naquele fim de semana e finalmente poderíamos conhecer Matteo, nascido por lá. E este foi o seu Natal com seu pai, filho. Você, tão pequeno dentro de mim, fez nascer um sorriso novo naquele rosto e, com ele, um entusiasmo para ser ainda mais intenso e carinhoso. Juntos sonhávamos com o Natal de 2007, imaginando o quanto você estaria fofo aos nove meses e como esse nosso Natal seria feliz. Ele resolveu transformar essa alegria em presentes para cada um da família. A começar por seus primos, filhos dos meus irmãos, que ele estava orgulhoso em chamar de "meus sobrinhos". Hoje faz exatamente um ano que passamos o início da noite com minha família e a outra parte com a família do seu pai, com quem vamos passar hoje de novo, tentando driblar essa falta. É a nossa família, filho. Vai ser difícil não me lembrar do seu pai entregando um presente nosso para cada um dos irmãos, depois para seu avô e sua avó. Como também não dá pra esquecer a Vovó me presenteando e dizendo o quanto tinha sonhado com alguém que amasse o seu pai naquela medida. Fica também a imagem do pote de geléia de morango que ele preparou para cada um dos meus irmãos, primos e tios, inclusive para os que nem conhecia, embalando e personalizando um a um com delicadeza. Alguns ganharam o presente e nem chegaram a conhecer seu pai. Mas sentiram o sabor da sua presença. Aqui, ali, em qualquer lugar: se não há mais o seu pai, ficou o seu aroma. E esse não vai sair de perto de nós".

Para mim...para sempre...laços de amor...não se desfazem...atam-se em nó...e é isso que penso em construir

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