Um tempo atrĂ¡s, numa viagem qualquer, num tempo qualquer, ele me levou pra ver uma cachoeira. Era estranho, mas nunca tinha visto. De longe na estrada, jĂ¡ dava pra ver. SĂ³ que pra chegar, TĂnhamos que atravessar uma ponte de madeira que balançava. Eu era muito medrosa. Eu ainda sou. Foi um caminho tranquilo. Chegamos ao lugar onde a queda se faz. A Ă¡gua lĂ¡ se espalhava em gotas que pareciam estrelas. Molhei-me dos pĂ©s Ă cabeça. Foi a primeira e a Ăºltima vez atĂ© hoje. SĂ³ que toda vez que lembro de lĂ¡, lembro em lĂ¡grimas. LĂ¡grimas de gotas de cachoeira. LĂ¡grimas de Ă¡gua doce. LĂ¡grimas.
Texto: Wandréa Marcinoni
Imagem: Arquivo pessoal
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